Para vencer no primeiro turno uma eleição para presidente ou governador, o candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos. Liderar a votação não basta: é necessário ultrapassar 50% desse total, sem contar votos brancos e nulos.
A regra é a mesma em todo o país, mas não existe uma quantidade fixa de votos que garanta a vitória. O número depende de quantos votos válidos forem apurados na disputa correspondente.
Como calcular a quantidade mínima de votos
Divida o total de votos válidos por dois e considere o primeiro número inteiro acima do resultado. Esse é o mínimo necessário para obter maioria absoluta.
| Votos válidos na disputa | Mínimo para vencer |
|---|---|
| 100 | 51 |
| 1.000.000 | 500.001 |
| 10.000.000 | 5.000.001 |
Os exemplos são ilustrativos e não representam resultados de 2026. Se o total válido for um número ímpar, a conta continua sendo superar a metade: com 101 votos válidos, 51 já são suficientes.
Votos brancos e nulos ajudam algum candidato?
Eles não são transferidos para quem está na frente. Também não entram na base usada para calcular a maioria absoluta, conforme a definição de sistema majoritário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por exemplo: de 1.000 votos registrados, se 100 forem brancos ou nulos, restam 900 válidos. Nesse cenário hipotético, o mínimo necessário é 451 votos, e não 501.
Quando a disputa vai para o segundo turno?
Se nenhum candidato à Presidência ou ao governo estadual alcançar a maioria absoluta, os dois mais votados disputam outra votação. No calendário das eleições gerais de 2026, o primeiro turno ocorre em 4 de outubro e o eventual segundo turno em 25 de outubro.
Essa exigência não vale para todos os cargos. Senadores são escolhidos pelo sistema majoritário de maioria relativa; deputados seguem o sistema proporcional. Portanto, o cálculo explicado aqui é específico para as disputas a presidente e governador em 2026.






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