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Trump anuncia acordo bilionário com China para petróleo, soja e Boeing

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China concordou em ampliar a compra de petróleo, soja e aviões da Boeing fabricados nos EUA após reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, realizada em Pequim, na quinta-feira.

Em entrevista à emissora norte-americana Fox News, Trump disse que um dos principais avanços nas negociações foi o compromisso chinês com a compra de petróleo americano.

“Uma das coisas em que acho que vamos chegar a um acordo é que eles concordaram em comprar petróleo dos Estados Unidos”, declarou.

Segundo o republicano, a expectativa é que as exportações sejam direcionadas principalmente para Estados como Texas, Louisiana e Alasca.

“Eles vão para o Texas. Vamos começar a enviar navios chineses para o Texas, Louisiana e Alasca. Isso é muito importante”, afirmou Trump, sem detalhar os termos do possível acordo.

O presidente norte-americano também disse que a China deverá ampliar significativamente as compras de soja dos EUA, produto considerado estratégico para agricultores do Meio-Oeste americano.

“Eles vão investir muito em soja”, afirmou Trump, acrescentando que as compras chinesas deverão ser “maiores do que antes”.

Outro ponto destacado pelo republicano foi um possível acordo envolvendo a Boeing. Segundo Trump, Xi Jinping teria concordado com a compra de 200 aviões comerciais da empresa americana.

“Xi concordou em comprar 200 aviões. Isso é enorme. São 200 aviões grandes. Isso vai gerar muitos empregos”, declarou.

Trump afirmou ainda que a Boeing esperava inicialmente vender 150 aeronaves, mas o número teria sido ampliado durante as conversas. Analistas do setor, porém, estimavam uma negociação envolvendo até 500 aviões.

O presidente da Boeing, Kelly Ortberg, integrou a delegação empresarial que acompanhou Trump na viagem à China.

Os dois líderes devem voltar a se reunir nesta sexta-feira antes da saída de Trump de Pequim rumo aos Estados Unidos. O presidente americano também participa de um almoço com Xi Jinping em Zhongnanhai, complexo governamental localizado ao lado da Cidade Proibida e considerado um dos centros do poder político chinês.

A entrada de líderes estrangeiros no local é rara e costuma ser interpretada como um gesto de aproximação diplomática por parte do governo chinês.

Esta é a segunda visita oficial de Trump à China desde sua primeira passagem pelo país, em 2017, durante seu primeiro mandato presidencial. Também é a primeira viagem do republicano ao território chinês desde o retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Durante a entrevista à Fox News, Trump também afirmou que Xi Jinping demonstrou disposição para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, que permanece sob ameaça militar iraniana há seis semanas.

“O presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, terei prazer em ajudar’”, relatou Trump.

A China é atualmente a principal compradora do petróleo iraniano e mantém parceria estratégica com o Irã, que passou a ameaçar o Estreito de Ormuz após o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e forças iranianas em fevereiro deste ano.
 
 

Falas do americano, não confirmadas por Pequim, vão além do comunicado oficial da Casa Branca sobre o encontro. Mandatários se reuniram por mais de duas horas em reuniões bilaterais na capital chinesa; visita segue nesta sexta (15)

Folhapress | 22:11 – 14/05/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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