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Tarcísio cobra ação do Senado contra Moraes, mas se recusa a comentar fala sobre ‘ditador’ feita em 2025

BRUNO RIBEIRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta terça-feira (8) que o Senado deve dar uma resposta à crise institucional que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal), mas se recusou a responder se mantém as duras críticas feitas no ano passado ao ministro Alexandre de Moraes, a quem já chamou de ditador.

Tarcísio falou com jornalistas após participar de uma agenda pública com o prefeito da capital, Ricardo Nunes, no vale do Anhangabaú, centro da cidade. Ele havia participado, na segunda (7), do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, onde fez um discurso num tom mais institucional do que em 2025, quando atacou o ministro e reclamou de sua “tirania”.

Questionado sobre a postura de seus principais aliados bolsonaristas, que pedem o impeachment do ministro, Tarcísio disse que a crise era grave e que precisava de uma resposta institucional. O governador conclamou o Senado e o STF a agirem.

“Se existem dúvidas com relação à compatibilidade das condutas com o exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas e quem tem que dar resposta é o próprio tribunal”, afirmou.

“Outro órgão que precisa agir é o Senado. O Senado tem o dever de fiscalizar. Então ele está sendo chamado também à responsabilidade, porque se o Senado não atua, o sistema de freios e contrapesos rui e vai ruir da pior forma. Para a república funcionar, para o Estado Democrático de Direito funcionar, as instituições têm que exercer suas atribuições”, disse.

Questionado se mantinha a fala do ano passado sobre Moraes ser um ditador -declaração feita também em ato bolsonarista de 7 de setembro-, Tarcísio recusou-se a responder. Diante da insistência, associou a crise de Moraes ao PT.

“O tom foi o correto para o momento que a gente está vivendo. Acho que temos que dar o tom institucional, é o que estamos dando. O Brasil cobra uma resposta institucional. Com relação a isso, o Brasil todo está vendo a associação que existe entre o PT e o STF, com o PT sempre governando amparado em decisões judiciais. No final, é a própria população que faz essa associação. Hoje o Supremo vive uma crise de credibilidade como nunca antes viveu, e isso é muito grave”, disse.

Sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro do STF André Mendonça, Tarcísio deu uma declaração breve: “Acho que a polícia [federal] sempre foi uma polícia de Estado, e a partir do momento que autoridades que têm a responsabilidade de conduzir investigações, que são importantes para o Brasil, quando essas autoridades são constrangidas ilegalmente, uma providência tem que ser tomada, uma resposta tem que ser tomada”, afirmou.

“Essa resposta foi dada pelo ministro André [Mendonça] e foi referendada pela maioria da Segunda Turma. Então, eu acho que é o caminho que tem que ser seguido. Eu acho que o Brasil tem que ser passado a limpo”, afirmou.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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