A Prova de Vida do INSS voltou a ser usada como isca por criminosos para aplicar golpes contra aposentados e pensionistas. As abordagens simulam contatos oficiais e tentam obter dados pessoais, bancários e senhas das vítimas, com a alegação de que o benefício poderá ser suspenso caso a comprovação não seja feita imediatamente. O INSS reforçou o alerta em agosto e novamente em 31 de agosto de 2026.
Uma das estratégias envolve mensagens sobre supostas pendências no benefício. Os criminosos podem utilizar SMS, WhatsApp ou ligações telefônicas e se apresentar como funcionários do instituto, alegando uma falsa necessidade de atualização cadastral.
Também são enviados links para páginas fraudulentas que imitam serviços governamentais. Nesses sites, a vítima pode ser induzida a fornecer informações para uma suposta regularização. O INSS esclarece que não solicita senhas, dados sensíveis ou transações bancárias por mensagens ou ligações. O instituto também não envia SMS, WhatsApp ou e-mails comunicando interrupção de benefícios por falta de Prova de Vida.
Como funciona a Prova de Vida
Atualmente, a comprovação ocorre principalmente de maneira automática, por meio do cruzamento de informações disponíveis nas bases do governo. Quando não é possível identificar a situação do beneficiário, pode haver uma comunicação oficial sobre a necessidade de comprovação.
Essa mensagem pode chegar pelo WhatsApp do Governo do Brasil, desde que a conta esteja identificada com o selo azul de verificação. O banco responsável pelo pagamento também pode apresentar uma notificação pelo aplicativo ou pelo extrato.
Mesmo nesses casos, a comunicação oficial não exige dados pessoais nem direciona o beneficiário para links de regularização. Pedidos de CPF, endereço, senha, código de segurança ou pagamento devem ser vistos com desconfiança.
Como consultar o benefício
A situação da Prova de Vida pode ser consultada pelo aplicativo ou site Meu INSS e também pela Central 135. Quando a comprovação for necessária, o beneficiário pode realizá-la na instituição financeira responsável pelo pagamento, utilizando documento oficial com foto.
Outra alternativa é o Meu INSS, por meio de reconhecimento facial.
Quem fornecer informações ou identificar movimentações suspeitas deve guardar mensagens, números de telefone, comprovantes e capturas de tela. Esses registros podem auxiliar na investigação e na contestação de prejuízos.
O INSS orienta que dúvidas sejam esclarecidas pelo Meu INSS ou pela Central 135. Vítimas de fraude também devem registrar boletim de ocorrência e comunicar o caso às autoridades competentes.
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