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Claudia Raia rebate críticas à Lei Rouanet e defende incentivo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Claudia Raia defendeu publicamente a Lei Rouanet e contestou as críticas recorrentes ao uso do mecanismo de incentivo cultural.

Em meio aos preparativos para a turnê do musical “Tarsila, a Brasileira”, a atriz afirmou que ainda existe muita desinformação sobre o tema e rejeitou a ideia de que artistas estejam se beneficiando de dinheiro público de forma indevida.

Durante um evento promovido pela B3, em São Paulo, a artista disse que parte da resistência em relação à lei acontece porque muitas pessoas não conhecem, ou não querem conhecer, como ela realmente funciona.

“A Lei Rouanet é uma das coisas que mais incomodam porque tem gente que quer aprender e entender, mas também tem quem simplesmente não queira saber como ela funciona”, afirmou.

Segundo Claudia, o processo está longe da imagem frequentemente disseminada nas redes sociais. Ela explicou que, antes de qualquer captação, os projetos precisam ser submetidos à análise do Ministério da Cultura, que avalia a proposta e determina se ela está apta a buscar patrocinadores.

A partir dessa autorização, explicou a atriz, começa uma longa etapa de negociações com empresas interessadas em associar suas marcas ao projeto cultural.

“Você recebe a autorização para captar e, então, precisa ir atrás dos patrocinadores. É um trabalho de apresentar o projeto, encontrar empresas que tenham afinidade com aquela proposta e convencer essas marcas a investir. É uma verdadeira peregrinação”, disse.

A atriz ressaltou ainda que o dinheiro não é entregue diretamente pelo governo aos artistas. As empresas patrocinadoras podem destinar parte do imposto devido para financiar iniciativas culturais, dentro dos limites previstos pela legislação.

“Ninguém está pegando dinheiro de ninguém. Ninguém está roubando dinheiro de ninguém”, declarou. “Existe uma série de regras e limites. O patrocinador investe em cultura, fortalece a própria marca e associa seu nome a um projeto artístico.”

Claudia também criticou a narrativa de que a Lei Rouanet seria um privilégio destinado apenas a artistas famosos. Para ela, essa visão ignora a importância do mecanismo para a manutenção de produções culturais em todo o país.

A atriz afirmou que, no caso dos musicais, os custos elevados tornam praticamente impossível realizar projetos de grande porte sem incentivo. Cenários, figurinos, equipe técnica, direitos autorais, elenco e estrutura de produção exigem investimentos que dificilmente seriam recuperados apenas com a venda de ingressos.

“Sem a lei de incentivo seria absolutamente impossível fazer espetáculos desse tamanho. Não existe a possibilidade de dar nem o primeiro passo”, afirmou.

Ela revelou ainda que “Tarsila, a Brasileira” entrou em fase de produção mesmo sem o orçamento totalmente garantido. Segundo Claudia, o projeto começou com cerca de 75% dos recursos necessários já captados, mas a busca por novos patrocinadores continua.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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