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Ministério Público denuncia quatro em caso de jovem jogada sem cordas de ponte em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Promotoria de Justiça de Limeira denunciou à Justiça, nesta terça-feira (7), quatro pessoas sob acusação de envolvimento na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21.
Ela foi jogada sem cordas da ponte do Esqueleto, na cidade do interior de São Paulo, em 13 de junho, em prática conhecida como rope jump.

Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Maicon Fernandes Cintra, 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, 27, devem responder, caso a Justiça aceite a denúncia, por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O Ministério Público argumenta que os responsáveis pelo salto sabiam dos riscos da atividade, mas não tiveram as cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a dupla checagem dos equipamentos.

A denúncia também afirma que o grupo não tinha definição clara de funções, comercializava a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

A defesa de Luis Felipe e de Maicon afirmou discordar do Ministério Público.

“Os denunciados Maicon e Luis Felipe não tiveram a intenção de ceifar a vida da vítima, tampouco, assumiram o risco da conduta, agindo culposamente [sem intenção]. A defesa discorda ainda, das qualificadoras constantes na denúncia”, afirmaram, em nota, Rafael Gomes dos Santos, Gabriela Cristina Camara e Daniel Ricardo Batista.

A defesa de Vitor disse que deve emitir uma nota após analisar o documento.
Evelyne dos Santos Gonçalves também foi denunciada pelo homicídio, além de ter sido acusada de omissão imprópria e fraude processual.

O Ministério Público sustenta que ela tinha o dever de garantir a segurança dos participantes e interromper a atividade diante de condições inadequadas, mas não o fez mesmo após supostamente saber de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.

No caso da fraude processual, o Ministério Público entende que ela tentou eliminar prova relevante para a investigação.

De acordo com a acusação, ela teria determinado a recuperação da câmera GoPro usada pela vítima e a exclusão de seu conteúdo para dificultar o esclarecimento do caso.

A reportagem não identificou quem representa Evelyne na Justiça.

A Promotoria pediu a manutenção da prisão preventiva dos três instrutores. Em relação à mulher, solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva (sem prazo).

Além da condenação dos acusados, os promotores pediram que eles paguem indenização de R$ 200 mil.

“A inobservância técnica somava-se à irregularidade formal da própria atividade. Os denunciados exploravam comercialmente o rope jump sem inscrição no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) do Ministério do Turismo, sem contratação de seguro de responsabilidade civil e sem a elaboração de termos de conhecimento, de responsabilidade e de ciência de risco a serem firmados pelos participantes, exigências já vigentes à época dos fatos”, apontam os promotores.

A Justiça, agora, deve analisar e decidir se recebe a denúncia, dando início a uma ação penal.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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