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Novos lares, indenizações e reforço nas normas: entenda o que já foi feito um mês após explosão no Jaguaré

Um mês após a explosão no Jaguaré, na capital, 44 famílias conquistaram novos lares ou soluções definitivas habitacionais, mais de 800 receberam indenização emergencial e outros 39 imóveis atingidos foram reformados. A resposta rápida para as vítimas do acidente é resultado do trabalho conjunto entre o Governo de São Paulo e as concessionárias Sabesp e Comgás. A explosão resultou ainda em reforço da fiscalização e das normas de segurança em obras conjuntas, realizadas em regiões com encanamentos de gás e água, por exemplo.

Os trabalhos foram coordenados pela Gerência de Apoio do Jaguaré, grupo criado pelo Governo de São Paulo logo após o incidente para acompanhar e dar agilidade às ações emergenciais.

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A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação atuou ativamente para encontrar da forma mais rápida possível novas moradias para as famílias que ficaram desabrigadas. Foram oferecidas alternativas habitacionais como transferência para apartamentos mobiliados da CDHU, carta de crédito para aquisição de imóvel e auxílio-aluguel. Todas as medidas foram custeadas pelas concessionárias. Uma van da CDHU recebeu as famílias nas primeiras semanas após o acidente para entender as melhores soluções. Todos os custos das soluções habitacionais são de responsabilidade das concessionárias.

A CDHU trabalha também em um projeto técnico para a reconstrução do local.

O Poupatempo Móvel se deslocou também ao Jaguaré para que as famílias pudessem retirar novas documentações perdidas na explosão ou auxiliar em outros serviços.

Moradia

Até o momento, 44 famílias foram encaminhadas para novas moradias ou outras soluções habitacionais, escolhidas por elas. Desse total, 19 receberam as chaves de unidades mobiliadas no Residencial Reserva Raposo, duas estão em fase final de documentação para recebimento dos imóveis, 21 optaram pela indenização financeira e outras duas escolheram a modalidade de carta de crédito.

Além disso, 22 famílias aderiram ao aluguel temporário. Os imóveis estão sendo mobiliados e equipados para receber os moradores, que seguem acompanhados pelas equipes de assistência social e pela Defensoria Pública na definição das alternativas mais adequadas para cada situação. 66 pessoas seguem hospedadas em hotéis, totalmente custeados pela Comgás.

Os valores de todas as indenizações foram totalmente custeados pelas concessionárias.

A Sabesp e a Comgás também trabalham desde o dia da explosão na recuperação da área atingida. Equipes técnicas da Sabesp realizaram vistorias em 302 imóveis localizados no perímetro impactado pela explosão. Entre as residências que apresentaram danos, 39 já tiveram os reparos concluídos e outras seis seguem com serviços em execução. Dos 488 apartamentos, localizados próximos à explosão, 92% já foram indenizados pela Comgás ou receberam alguma reforma como troca de vidros, janelas, entre outros.

Investigação e protocolos fortalecidos

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) implementou ações para reforçar a segurança das obras compartilhadas, incluindo uma força-tarefa de fiscalização, o aprimoramento de procedimentos operacionais e a criação de um grupo técnico permanente voltado à prevenção de acidentes.

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A parte da investigação sobre o acidente ocorrido no Jaguaré conduzida pela Arsep está em andamento, com rigor técnico, para apuração das causas e responsabilidades. Ao final do processo, poderão ser adotadas as medidas cabíveis previstas nos contratos de concessão.

A Sabesp também anunciou logo após o acidente um conjunto de medidas para reforçar os procedimentos de engenharia, ampliar a fiscalização de obras e fortalecer a capacitação e certificação de trabalhadores próprios e terceirizados.

Casas interditadas no Jaguaré. Foto: Governo de SP/Divulgação

Apoio imediato

Desde as primeiras horas após a explosão registrada em 11 de maio, o Governo de São Paulo mobilizou uma força-tarefa para atender as vítimas, garantir a segurança da população e iniciar a avaliação dos danos na região. Duas pessoas morreram na explosão. A Defesa Civil Estadual atuou na vistoria dos imóveis atingidos, na classificação das edificações por nível de risco e na distribuição de ajuda humanitária, com kits contendo cobertores, colchões, cestas básicas e itens de higiene pessoal. Paralelamente, equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) foram acionadas para apoiar o atendimento emergencial, auxiliar nas ações de segurança, apuração das causas do acidente e adoção das medidas necessárias para a proteção dos moradores e a recuperação da área afetada.

As pessoas desabrigadas pernoitaram em hotel pago pelas concessionárias Sabesp e Comgás. As empresas também ofereceram um auxílio imediato de R$ 5 mil por família afetada. Até o momento, 804 famílias receberam o valor via Pix.

Além disso, o Fundo Social de São Paulo também enviou ajuda humanitária às famílias atingidas, em parceria com a Defesa Civil, para garantir assistência imediata às vítimas e moradores afetados.

Como parte do trabalho de acolhimento, também foram realizados 33 atendimentos psicológicos pela Sabesp, oferecendo acolhimento e suporte emocional às pessoas impactadas. A Comgás realizou outros 75 atendimentos psicológicos na região.



Fonte: agenciaSP

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