Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Graham contou que foi encontrada ainda nos primeiros meses de vida e passou os primeiros 13 meses em um orfanato antes de ser adotada por uma família da Irlanda do Norte. “Fui cuidada por pessoas das quais não me lembro hoje, mas que tiveram um papel enorme na minha vida”, disse.
Ela citou quem a encontrou na escadaria, os funcionários do orfanato e os pais adotivos como parte de uma rede de apoio que tornou sua trajetória possível. “A pessoa que me encontrou na porta, as pessoas que cuidaram de mim no orfanato, meus pais que entraram com o pedido de adoção…”, enumerou.
Graham também refletiu sobre a decisão dos pais biológicos. “Meus pais me deram uma chance incrível de viver, e meus pais biológicos também. Acho que eles me deixaram em um lugar onde sabiam que eu seria encontrada.” Por isso, encara sua história como uma oportunidade rara. “Vejo isso como uma segunda chance e não quero desperdiçá-la. Não quero desonrá-los.”
Criada nos arredores de Belfast, em uma região onde a população asiática era quase inexistente nos anos 1990, ela afirma que nunca se sentiu diferente. “Eu era apenas mais uma das crianças”, lembrou. A atriz também destacou o papel de uma professora que fazia questão de apresentar sua herança cultural aos colegas, promovendo aulas sobre adoção e até celebrações do Ano-Novo Chinês. “Achei aquilo uma gentileza incrível”, disse.
A atriz ganhou projeção internacional ao interpretar Bea em “Os Irregulares de Baker Street”, da Netflix, e desde então participou de produções como “Sex Education”, “Bad Sisters” e “Wreck”. Em “Margo’s Got Money Troubles”, ela vê um tema que dialoga com sua própria trajetória. Assim como a série sugere que é preciso uma comunidade inteira para criar uma criança, Graham acredita que sua vida foi construída graças ao cuidado de pessoas que, em muitos casos, sequer conheceu.






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