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Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (27) que não descarta alianças ainda no primeiro turno para fortalecer uma candidatura de direita alternativa ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente o nome mais bem posicionado nas pesquisas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As declarações foram feitas durante evento com investidores em São Paulo e acontecem após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Zema citou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) como um possível aliado e afirmou que as definições sobre composições políticas devem acontecer apenas perto do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.

“Essas conversas sempre acontecem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ocorrer na data limite. Na política, infelizmente, as decisões costumam ser tomadas na última hora”, afirmou.

O calendário eleitoral prevê até 15 de agosto para o registro oficial das candidaturas.

Segundo Zema, o cenário político ainda deve sofrer mudanças até a reta final da disputa presidencial.

“Vai mudando à medida que o tempo avança. Eu tenho dito que vou levar minha pré-campanha e campanha até o fim”, declarou.

Apesar disso, o ex-governador destacou a boa relação com Caiado e sinalizou abertura para alianças.

“Me dou muito bem com o Caiado”, afirmou. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice do ex-governador goiano, respondeu em tom de brincadeira: “Não pode ser o contrário?”

Zema também ressaltou a proximidade entre Minas Gerais e Goiás e citou a convivência com outros governadores.

“Criamos um consórcio com sete governadores e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos”, disse.

Mesmo admitindo possíveis composições, Zema afirmou que os nomes da direita devem se unir em um eventual segundo turno contra Lula.

“Nós vamos estar juntos contra o grande objetivo nosso, que é combater a esquerda”, declarou.

Críticas a Flávio Bolsonaro e ao Bolsa Família
Durante o evento, Zema também voltou a criticar Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o caso conhecido como “Dark Horse”.

Sem citar diretamente o senador, o ex-governador afirmou que o eleitor não aceitaria candidatos ligados a “banqueiro bandido”.

Na pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (23), Lula apareceu com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 43%. Na rodada anterior, ambos apareciam empatados com 45%.

Zema também criticou programas sociais e afirmou que o atual modelo de distribuição de renda estaria contribuindo para o aumento da dependência do Bolsa Família.

“O que tem de marmanjão de 20, 30 anos recebendo Bolsa Família e complementando renda com bicos não está escrito”, afirmou.

Segundo ele, seria necessário criar regras mais rígidas para beneficiários que recusam oportunidades de emprego.

Apesar das críticas, o pré-candidato reconheceu que políticas sociais continuam sendo necessárias para grupos mais vulneráveis, como mães com filhos pequenos.

Na área da segurança pública, Zema também criticou a condução das políticas nacionais e afirmou que o setor deveria ser coordenado por profissionais da área policial.

Governador de São Paulo endureceu o tom ao comentar o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master, classificando o episódio como um “escândalo” e afirmando que o senador precisa dar mais explicações sobre o dinheiro recebido para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

Folhapress | 04:30 – 27/05/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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