SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (24) que teve um tumor na próstata, que foi retirado “há um ano e meio”. Segundo ele, “o exame revelou que se trata de um estágio muito inicial de tumor maligno, sem qualquer disseminação ou metástases”.
O premiê escreveu em sua rede social ter pedido para que a divulgação de seu relatório médico anual fosse adiada em dois meses “para que não fosse publicado no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime terrorista do Irã espalhasse mais propaganda falsa contra Israel”.
Netanyahu ainda reafirmou que está saudável e “em excelente forma física”. Segundo o israelense, após “algumas sessões curtas de tratamento” o problema foi removido e “não deixou nenhum vestígio”.
“Gostaria de agradecer aos médicos e às equipes médicas maravilhosas do Hospital Hadassah, em Jerusalém”, acrescentou. “A vocês, cidadãos de Israel, tenho apenas um pedido: cuidem da saúde de vocês. Façam exames e sigam as orientações dos médicos.”
O premiê fez o anúncio em paralelo à extensão do acordo de cessar-fogo de Israel com o Líbano, nesta quinta. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua foi prorrogada por três semanas, após a segunda reunião entre enviados dos dois países em Washington.
Trump disse que os EUA vão trabalhar com o Líbano para ajudar o país a “se proteger do Hezbollah” e que espera reunir Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, “em um futuro breve”.
O encontro desta quinta mudou do Departamento de Estado para a Casa Branca e teve a presença do presidente americano, do vice-presidente, J. D. Vance, do secretário de Estado, Marco Rubio, e dos embaixadores dos EUA em Israel e Líbano, além dos embaixadores dos dois países em Washington.
A reunião ocorreu um dia após ataques israelenses contra o vizinho matarem pelo menos cinco pessoas a despeito da trégua -a quarta-feira (22) foi o dia mais mortal no Líbano desde o início do cessar-fogo em 16 de abril. Entre os mortos na ofensiva está a jornalista libanesa Amal Khalil, segundo autoridades libanesas e o jornal Al-Akhbar, onde ela trabalhava.
O cessar-fogo mediado pelos EUA, que estava previsto para expirar no domingo (26), resultou em uma redução significativa da violência, mas os ataques continuaram, em particular no sul do Líbano, onde tropas israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de território libanês de 5 a 10 km ao longo de toda a fronteira.
O Hezbollah, facção extremista apoiada pelo Irã, afirma ter “direito de resistir” à ocupação. Já o Exército israelense reiterou um aviso aos moradores do sul do Líbano para não entrarem na área.






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