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Santoro é abordado por influenciador que não o reconhece e revela perrengues de Hollywood

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Rodrigo Santoro, 51, viveu uma situação curiosa durante uma caminhada pelas ruas dos Estados Unidos. O ator foi parado pelo influenciador Khan, que costuma abordar desconhecidos para fazer entrevistas rápidas -e, desta vez, não fazia ideia de quem estava diante da câmera.

A conversa começou com um elogio ao visual de Rodrigo e uma pergunta aparentemente simples: o que ele fazia para viver. Depois de desligar uma ligação, o ator entrou na brincadeira e respondeu: “Eu finjo ser pessoas que não sou”.

Quando descobriu que estava falando com um ator, Khan quis saber em quais produções ele havia trabalhado. Rodrigo então citou alguns dos títulos que marcaram sua trajetória fora do Brasil, como “300”, “Westworld” e “Simplesmente Amor”, além de filmes brasileiros como “Abril Despedaçado” e “Carandiru”.

O papo, que deveria ser rápido, acabou rendendo uma reflexão sobre o que Rodrigo mais gosta na profissão. Para ele, a possibilidade de mudar constantemente é justamente um dos maiores atrativos da carreira. “Nunca é entediante, sempre mudando, sempre me desafiando, viajando o mundo, tendo a oportunidade de ver todo tipo de gente e culturas”, afirmou.

Rodrigo também lembrou das dificuldades enfrentadas quando começou a buscar espaço em Hollywood. Ele chegou ao mercado internacional no início dos anos 2000, quando ainda não existiam redes sociais e a internet tinha outro peso na divulgação de artistas. “Ter ido do Brasil para Hollywood às escuras, sem mídias sociais, sem internet, sem nada na época, foi muito desafiador, especialmente sendo um latino lá”, contou.

O ator disse que o estereótipo foi um dos obstáculos encontrados no caminho, mas avalia que o cenário melhorou com o passar dos anos. Seu primeiro trabalho internacional foi uma pequena participação em “As Panteras Detonando”, de 2003. Desde então, construiu uma carreira que alterna produções brasileiras e estrangeiras, sem ter se mudado definitivamente para os Estados Unidos.

No fim da entrevista, Khan pediu um conselho. Rodrigo não perdeu a chance de brincar: “Se conselho fosse bom a gente vendia, não dava”. Em seguida, porém, fez uma ressalva para quem sonha em seguir a carreira artística.”Não vá atrás dessa carreira se você não a ama. É muito difícil. Eu acho que a fama se tornou um tipo de objetivo para todo mundo no planeta. Ser um artista é muito mais profundo do que apenas ser famoso”.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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