“Decidimos, em reunião, ampliar a proibição da exportação de gasolina para produtores e também para empresas não produtoras. Ou seja, a medida será prorrogada até o fim do ano”, declarou à imprensa russa o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak.
Já a proibição da exportação de diesel será suspensa “à medida que o mercado se recuperar”, afirmou.
O vice-primeiro-ministro explicou que a medida tem como objetivo evitar que as refinarias enfrentem dificuldades provocadas pelo excesso de oferta e pela redução da capacidade de refino.
Para amenizar a situação, o governo russo adotou diversas medidas, entre elas a proibição da exportação de gasolina e diesel.
Ao mesmo tempo, a conclusão dos reparos em algumas refinarias permitiu aumentar o abastecimento do mercado interno e estabilizar a situação, segundo as autoridades russas.
Em 10 de julho, Alexander Novak já havia reconhecido a escassez de combustíveis e as filas nos postos de abastecimento. Na ocasião, atribuiu o problema aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, depois de anteriormente ter afirmado que a alta na demanda havia sido provocada pelo pânico dos consumidores.
A Ucrânia tem realizado ataques frequentes com drones contra instalações da indústria petrolífera russa, além de estruturas do setor logístico do país.
De acordo com a imprensa internacional, a crise de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos às refinarias da Rússia já estaria afetando cerca de um terço dos aproximadamente 145 milhões de habitantes do país.
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