SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESSXA Polícia Civil investiga se uma técnica de enfermagem presa sob suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade em Teresina, no Piauí, agiu sozinha ou teve ajuda de outras pessoas.
Segundo o delegado Hugo de Alcântara, os fatos envolvendo o sequestro estão sendo analisados para esclarecer se houve participação de terceiros. A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Teresina.
Ainda não há confirmação de que ela teria tido ajuda. Cerca de onze depoimentos foram colhidos pelo DPCA até o momento, e o prazo de conclusão do inquérito vai até sexta-feira (10).
A técnica de enfermagem Auricélia Rocha tentou levar a bebê de uma maternidade em Teresina. O caso ocorreu na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em 6 de julho, onde ela trabalhava havia pouco mais de dois anos, mas estava de folga no dia.
A suspeita enganou a mãe da criança, afirmando que precisava levar a recém-nascida para fazer exames. A tia da bebê desconfiou da ação e seguiu a funcionária até o banheiro. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, Daniela Beatriz disse ter percebido que a técnica saiu do local com uma bolsa preta grande e vestindo outra roupa.
Auricélia tinha quarto de bebê em casa. A Polícia Civil do Piauí encontrou um quarto totalmente montado para receber um recém-nascido na casa da investigada. Ainda de acordo com o delegado, testemunhas afirmaram que fizeram um chá de fraldas para a suspeita.
Familiares acreditavam que ela estava grávida. No entanto, os investigadores afirmaram que ela não apresentou exames que comprovassem a gestação.
A Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem. Ela foi internada em uma clínica psiquiátrica pela família após o caso, mas a polícia cumpriu o mandado de prisão assim que ela recebeu alta.
Advogados vão pedir a revogação da prisão. Em nota, a defesa de Auricélia informou que vai protocolar o pedido, e, se necessário, impetrar um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Piau
Auricélia teria apresentado sintomas esquizofrênicos. A defesa também afirmou que ela recebeu o diagnóstico de transtorno psicótico agudo polimorfo e faz uso de medicamentos psiquiátricos.
A polícia descarta a tese de insanidade mental para livrar a investigada de punição. O delegado responsável pelo caso sustenta que ela agiu sozinha e responderá por tentativa de sequestro.
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