O Governo de São Paulo entregou, nesta quinta-feira (2), a primeira etapa da Linha 6-Laranja de metrô. A cerimônia, realizada na Estação Santa Marina, zona oeste da capital, marcou a abertura das primeiras seis estações do ramal, que integra o programa SP nos Trilhos e é hoje a maior obra de infraestrutura em execução na América Latina. Com investimento estimado em R$ 19 bilhões, o empreendimento é resultado de uma parceria público-privada (PPP) entre o Estado e a Concessionária Linha Universidade.
“Hoje estamos falando de transformação, de sonho sendo realizado, fruto da luta e do trabalho de muitas pessoas que fizeram esse projeto acontecer. Tivemos duas tuneladoras trabalhando ao mesmo tempo, equipes se revezando durante todo o dia e um trabalho de engenharia extremamente complexo para chegarmos até aqui”, afirmou o governador. “Não vamos parar de pensar na expansão e trabalharemos para levar o metrô a Guarulhos, ao ABC e a Taboão da Serra. Isso não vai parar. Quando pensamos em um trabalhador que hoje passa quase uma hora e meia no trânsito e vai fazer esse mesmo trajeto em 23 minutos, percebemos que tudo valeu a pena”, completou.
A operação assistida do ramal tem início nesta sexta-feira (3) e vai contemplar as estações João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. Durante 180 dias, serão realizados testes operacionais, com circulação controlada dos trens e acompanhamento dos sistemas de segurança, sinalização e atendimento. Os passageiros irão utilizar gratuitamente o sistema, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.
“O início da operação assistida da Linha 6-Laranja marca uma nova etapa de um projeto que hoje já supera 83% de execução e tem seu primeiro trecho com quase 94% das obras concluídas. Esse avanço é resultado de um trabalho técnico que superou desafios acumulados ao longo de muitos anos, trouxe segurança e previsibilidade e permitiu acelerar a implantação de um empreendimento dessa importância. Além de oferecer uma infraestrutura de qualidade, a Linha 6-Laranja vai reduzir o tempo de deslocamento de milhares de pessoas todos os dias, melhorando a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.
Com 15 quilômetros de extensão e 15 estações, a Linha 6-Laranja vai ligar a Brasilândia, na zona norte da capital, à estação São Joaquim, localizada na área central, promovendo integração com as linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi. A construção é executada pela Acciona e, após a conclusão, a operação ficará sob gestão da concessionária por 19 anos. Atualmente, o projeto total registra 83,17% de trabalho pronto, enquanto o primeiro trecho, entre Brasilândia e Perdizes, já alcançou 93,85% de execução.
A antecipação da entrega da operação ocorreu graças ao avanço consistente das obras. O trabalho na Linha 6-Laranja já gerou, até agora, mais de 11 mil empregos diretos e conta com estações quase concluídas, como Água Branca (98,16%), Santa Marina (95,76%), Perdizes (94,57%) e João Paulo I (93,86%).

Quando estiver completa, a Linha 6-Laranja irá reduzir o tempo de deslocamento entre a zona norte e o centro da cidade de 1h30 para cerca de 23 minutos, um tempo valioso para milhares de pessoas que fazem este trajeto diariamente. O primeiro trecho finalizado da linha, entre Brasilândia e Perdizes, tem entrega prevista para o segundo semestre de 2026, enquanto a conclusão integral do projeto, até a estação São Joaquim, está programada para 2027. A antecipação da entrega reforça o compromisso do Governo de São Paulo de aumentar a oferta de transporte coletivo de alta capacidade, gerando mais mobilidade e qualidade de vida para a população paulista.

SP nos Trilhos
A Linha 6-Laranja integra o programa SP nos Trilhos, que prevê a expansão de aproximadamente 1.000 quilômetros de transporte de passageiros sobre trilhos em todo o território paulista. Lançado em 2024, o programa reúne cerca de 40 projetos, entre Trens Intercidades (TICs), VLTs, trens urbanos e metrô, com investimentos estimados em R$194 bilhões na Grande São Paulo, interior e litoral. As iniciativas têm potencial para gerar cerca de 150 mil empregos e representam uma das maiores agendas de mobilidade ferroviária em implantação no país.







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