SpaceX perde contato com satélite Starlink e suspeita de fragmentação
A SpaceX informou, em uma publicação na rede social X, que perdeu contato com um dos satélites da rede Starlink em órbita da Terra após a identificação de uma “anomalia”. O equipamento, identificado como 34343, estava a cerca de 560 km do planeta.
“A análise mais recente indica que a situação não representa risco para a Estação Espacial Internacional, sua tripulação ou para o lançamento da missão Artemis II”, informou a empresa. “Seguiremos monitorando o satélite, assim como qualquer detrito rastreável, em coordenação com a NASA e a Força Espacial dos Estados Unidos.”
A empresa não detalhou a causa do problema e afirmou que ainda investiga a origem da falha para “adotar as medidas corretivas necessárias”.
No entanto, há indícios de que o incidente pode ser mais grave do que uma simples falha. A empresa americana LeoLabs, especializada no monitoramento de objetos em órbita, informou que, após a anomalia, foram detectados dezenas de objetos nas proximidades do satélite, indicando a possível formação de fragmentos.
On Sunday, March 29, Starlink satellite 34343 experienced an anomaly on-orbit, resulting in loss of communications with the satellite at ~560 km above Earth.
Latest analysis shows the event poses no new risk to the @Space_Station, its crew, or to the upcoming launch of NASA’s…
— Starlink (@Starlink) March 30, 2026
Embora ainda esteja analisando o caso, a LeoLabs afirmou que, por se tratar de um satélite em órbita terrestre baixa, há grande chance de que os fragmentos gerados pela anomalia reentrem na atmosfera “em poucas semanas”.
A situação não é inédita para a SpaceX, empresa liderada por Elon Musk. Em dezembro do ano passado, um episódio semelhante ocorreu com outro satélite da rede Starlink, quando, após uma falha, também foram detectados fragmentos nas proximidades do equipamento.
4/ Due to the low altitude of the event, fragments from this anomaly will likely de-orbit within a few weeks.
— LeoLabs (@LeoLabs_Space) December 18, 2025
“O satélite está praticamente intacto, girando e deve reentrar na atmosfera terrestre, onde será completamente desintegrado em poucas semanas”, informou a SpaceX em publicação divulgada em dezembro de 2025.
A empresa de Elon Musk também destacou que, como “maior operadora de uma constelação de satélites do mundo”, está “profundamente comprometida com a segurança no espaço”.
Registros feitos pelos telescópios Hubble e James Webb mostram diferenças na atmosfera e destacam o brilho dos anéis. Imagens também ajudam cientistas a acompanhar mudanças sazonais e a evolução do planeta ao longo dos anos.
Notícias ao Minuto | 07:00 – 26/03/2026






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