O presidente e candidato à reeleição, Lula Inácio Lula da Silva (PT), aumentou o tom e abriu sua propaganda eleitoral na televisão associando o adversário Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado, citando manchetes de jornais que revelaram nesta semana que uma assessora do senador negociou em 2023 emendas parlamentares com um miliciano que veio a ser condenado por organização criminosa no caso do assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco.
A peça começa com uma fala de Flávio defendendo o combate às milícias e ao crime organizado, que segue de uma narração o acusando de mentir. “Foi descoberto que Flávio mandou dinheiro público para o miliciano preso pelo assassinato de Marielle Franco. Como alguém ligado a criminosos vai combater o crime?”, diz a abertura da propaganda eleitoral do petista, em referência a uma matéria do Estadão.
Em cerca de 5 minutos, a peça do presidente também aborda sobre a promessa do fornecimento de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS), para diabéticos e pessoas com obesidade.
Nos últimos minutos, foi anexado à propaganda um trecho do discurso do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 22, em que ele afirma que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Flávio alfineta Lula sobre bets
Com cerca de 4 minutos, Flávio Bolsonaro também cutucou o seu adversário petista. Ao focar no tema de endividamento das famílias brasileiras, o candidato prometeu ajudar na renegociação de dívidas. Em uma indireta a Lula, Flávio diz: “Não vou prometer picanha, e não vou fazer promessas que não vou cumprir depois”. Ele também repete que fará um “tesouraço” nos impostos.
O tom começa a subir ao final da propaganda, quando o narrador associa Lula à regulamentação dos jogos de apostas no Brasil, dizendo que “ele quer acabar com o que ele mesmo regulamentou” e que “Lula é pai do tigrinho”.
“Sabe quem regulamentou os cassinos online no Brasil? Foi Lula que aprovou a lei que colocou os jogos de cassino online, como o Tigrinho, no mercado legal de apostas, causando vício e destruição para milhões de famílias. Agora ele quer acabar com o que ele mesmo regulamentou. Mas lembre-se, sempre que alguém perde no tigrinho, o governo Lula ganha nos impostos”, diz a peça.
Vale destacar que a liberação de jogos on-line aconteceu no governo de Michel Temer. Jair Bolsonaro não fez a regulamentação das plataformas de jogos de azar e apenas a gestão Lula avançou com regras para as plataformas.
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