VITOR HUGO BATISTA
.SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A influenciadora Virginia Fonseca mostrou nas redes sociais que colocou diamantes nos dentes em formato de “V”, sua inicial e do namorado Vini Jr.
“Fiz um V porque eu tinha feito no Carnaval aquele sete e eu achei muito lindo”, disse Virginia em vídeo publicado nos stories do Instagram. Ao mostrar o resultado, ela afirmou que havia colocado “um diamantezinho”.
A aplicação de joias sobre os dentes é considerada um procedimento semipermanente: o adorno pode permanecer fixado por um período e ser retirado posteriormente por um profissional. Segundo dentistas ouvidos pela Folha, a técnica exige materiais adequados, avaliação prévia da saúde bucal e cuidados com a higiene.
Segundo o cirurgião-dentista Flávio Pinheiro, o preço varia. Uma joia dental simples, de cristal, costuma custar de R$ 600 a R$ 1.000, já incluindo a aplicação. Peças de ouro, desenhos personalizados ou pedras preciosas podem passar de R$ 1.000.
“No caso de um diamante verdadeiro, o valor pode chegar a milhares de reais, dependendo do tamanho, da pureza e do design. Não existe uma tabela fixa”, afirma.
Pinheiro explica que o processo funciona como uma colagem de um aparelho ortodôntico. O dentista limpa e isola o dente e faz um condicionamento controlado da superfície do esmalte antes de fixar a joia com adesivo odontológico e resina composta. O material é endurecido com uma luz azul (fotopolimerizador odontológico).
“Normalmente não é necessário perfuração nem desgaste com broca para colocar essas joias”, diz.
Segundo Pinheiro, irregularidades ao redor da peça podem favorecer o acúmulo de restos de alimentos. Se a higiene bucal não for bem feita, podem ocorrer infiltrações na região da resina, manchas, desmineralização do esmalte e cárie. Também há risco de inflamação gengival e mau hálito.
Carlos Reis, cirurgião-dentista da Belune Odontologia, em Brasília, afirma que a joia, por si só, não provoca esses problemas, mas pode favorecer o acúmulo de placa se a higienização não for adequada.
“É preciso usar uma escova macia e escovar no sentido da gengiva para o dente, removendo a sujeira sem aplicar força excessiva sobre a superfície dentária”, orienta Reis.
Antes da aplicação, é necessário avaliar as condições de saúde bucal. O procedimento não deve ser realizado sobre dentes com cárie, desmineralização ou trincas. Pessoas com doença gengival ativa também precisam tratar o problema antes de colocar a joia.
Pacientes com bruxismo ou o hábito de morder objetos merecem atenção especial, segundo Pinheiro, porque há maior risco de desprendimento ou fratura do adorno.
Nos casos de dentes com restaurações, facetas ou coroas, a indicação deve ser individualizada. A adesão da joia a materiais que não são o esmalte natural pode ser diferente e a retirada também exige cuidados.
“Se o paciente já tem uma faceta em porcelana ou em resina, ele precisa saber que no ato da remoção pode danificar a superfície dessa faceta”, afirma Reis.
Pinheiro evita classificar o procedimento como “totalmente reversível”. Segundo ele, mesmo uma aplicação correta envolve condicionamento microscópico e controlado da superfície do esmalte.
Além disso, problemas durante a aplicação ou a retirada podem deixar consequências. Entre as situações de risco estão o uso de materiais inadequados, o desgaste excessivo, a remoção caseira, o surgimento de cárie ao redor da joia e a fratura do adorno.
Nesses casos, segundo Pinheiro, podem ocorrer manchas, sensibilidade, perda de esmalte e, eventualmente, necessidade de restauração.
“O principal alerta é não realizar esse procedimento em casa ou estabelecimentos sem supervisão odontológica. Não se deve usar cola de unha ou qualquer tipo de adesivo não desenvolvido para uso bucal”, diz.
Leia Também: Virginia Fonseca fica presa em elevador antes de festa em São Paulo






Publicar comentário