SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O número de mortos na tentativa de entrada em massa em Ceuta, território espanhol no norte da África, subiu para 88 pessoas.
As autoridades de Ceuta confirmaram a morte de 88 pessoas perto do quebra-mar de Tarajal. A maioria das vítimas morreu por afogamento após uma tentativa de entrada em massa no dia 30 de julho.
Os corpos foram levados para o antigo Hospital Militar da cidade. A maioria das mortes aconteceu na última quinta-feira (30) durante a travessia marítima na fronteira com o Marrocos.
Cerca de 73,5 mil migrantes deixaram Ceuta e retornaram ao território marroquino. O cálculo é das Forças de Segurança do Estado e abrange as pessoas que saíram após a onda migratória.
O total estimado pode incluir pessoas que entraram e saíram mais de uma vez da cidade. Segundo fontes do governo local, também há registros de pessoas que haviam chegado em dias anteriores.
Pequenos grupos de imigrantes ainda se recusam a deixar o território espanhol. A polícia local afirma que é difícil calcular o número exato de pessoas nessa situação, mas pequenos grupos de três a cinco pessoas são vistos na região.
FRONTEIRA RECEBE BARREIRAS MARINHAS E REFORÇO DE SEGURANÇA
O governo instalou uma barreira flutuante de 500 metros no quebra-mar de Tarajal. A estrutura pneumática tem até 70 centímetros de altura na superfície e atinge um metro de profundidade.
A nova barreira funciona de forma integrada com boias fornecidas pela Marinha espanhola. O Ministério do Interior confirmou que os equipamentos estão totalmente operacionais para conter novas travessias.
Cerca de 3.000 agentes de segurança continuam destacados para monitorar a fronteira por tempo indeterminado. “Eles permanecerão enquanto for necessário”, garantiu o delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez.
Apesar da calmaria na fronteira, os militares impediram uma tentativa de travessia a nado neste domingo. O tráfego de veículos na alfândega deve aumentar devido à Operação Travessia do Estreito.






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