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Dólar tem leve alta e Bolsa recua com Focus e Oriente Médio no radar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar opera em leve alta nesta segunda-feira (3), enquanto os investidores acompanham a divulgação do novo boletim Focus e iniciam a semana à espera da decisão de política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), marcada para esta quarta-feira (5). Às 13h50, a moeda norte-americana subia 0,29%, cotada a R$ 5,083.

No boletim Focus divulgado nesta segunda, os economistas reduziram pela primeira vez desde março a previsão para a taxa básica de juros ao fim deste ano. Agora, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13,75%, queda de 0,25 ponto percentual em relação ao levantamento da semana passada.

Na sexta-feira (31), o Ibovespa avançou 0,47%, aos 177.999 pontos, em um pregão marcado por problemas operacionais na B3, que atrasaram em quase três horas o início das negociações.

Nesta segunda, às 13h51, o Ibovespa caía 0,46%, aos 177.173 pontos, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras e da Vale, que estão entre as maiores baixas do índice.

Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o desempenho da Bolsa reflete o forte recuo do petróleo. Para o especialista, a queda da commodity melhora o humor dos mercados globais ao reduzir a percepção de risco geopolítico e aliviar as pressões inflacionárias, mas tende a pesar sobre os papéis da Petrobras, limitando um desempenho mais positivo do Ibovespa.

Às 13h53, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 83,83, em queda de 6,98%.

Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país suspendeu novos ataques ao Irã em busca de um acordo rápido para interromper as ambições nucleares de Teerã e reabrir o estreito de Hormuz.

Segundo Trump, o Irã e outros países do Oriente Médio pediram pausa nas ofensivas para concluir o acordo que levaria à reabertura “imediata, completa e total” do estreito e ao “fim da ameaça nuclear iraniana”. A declaração foi publicada na rede Truth Social após uma ligação com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, aliado dos EUA.

Em Wall Street, as principais bolsas operam em alta, impulsionadas também pelos sinais de redução das tensões no Oriente Médio. Às 13h54, o S&P 500 avançava 1,31%, o Dow Jones subia 0,89% e o Nasdaq ganhava 2%.

Na agenda doméstica, Araújo afirma que a reunião do Copom concentra as atenções nesta semana, com o mercado em busca de sinais sobre o tom da autoridade monetária diante de uma inflação ainda sensível.

A temporada de balanços também deve adicionar volatilidade aos negócios, com resultados de Itaú, Bradesco e Petrobras entre os principais destaques.

Para Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, o Relatório Focus desta segunda trouxe uma revisão importante nas expectativas para a economia brasileira. A projeção para a inflação de 2026 caiu de 5,12% para 5,03%, enquanto a estimativa para a Selic no fim do próximo ano recuou de 14,00% para 13,75%.

“A combinação reforça a percepção de que o processo de desinflação continua em andamento e abre espaço para uma política monetária menos restritiva”, afirma a especialista.

Ela ressalta, porém, que a projeção para o PIB de 2026 permaneceu em 1,99%, enquanto a de 2027 foi revisada de 1,60% para 1,57%.

Com a reunião do Copom marcada para esta quarta-feira, a revisão da Selic no Focus reforça a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual, embora acompanhado de um discurso ainda cauteloso diante do cenário fiscal e eleitoral.

No mercado de juros futuros, os contratos estão em queda em quase toda a curva, refletindo o recuo do petróleo. Por volta das 14h, o DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,820%, com recuo de 0,03 ponto percentual. Já o contrato para janeiro de 2035 era negociado a 14,300%, em queda de 0,12 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, o rendimento da Treasury de dez anos recuava 0,99%, para 4,68%.

Os investidores também acompanham a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto em um eventual primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 37%.

A diferença entre os dois caiu de 9 para 4 pontos percentuais em relação ao levantamento da semana passada, quando Lula tinha 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 33%.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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