Zinédine Zidane foi anunciado nesta terça-feira (28) como novo técnico da seleção francesa. Aos 54 anos, o ex-jogador assinou contrato até 2030 e ocupará o cargo deixado por Didier Deschamps após a Copa do Mundo de 2026.
A apresentação foi conduzida por Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol. O dirigente classificou a troca no comando da equipe como um momento excepcional, já que a França não mudava de treinador havia quase 14 anos.
“Vivemos nesta manhã um momento excepcional. Há quase 14 anos, a Federação não enfrentava uma situação desse tipo. Também é um momento especial pela pessoa que está aqui ao meu lado”, afirmou Diallo.
Zidane estava sem trabalhar desde 2021, quando encerrou sua segunda passagem pelo Real Madrid. Desde então, teve o nome ligado a clubes europeus e equipes da Arábia Saudita, mas aguardava a oportunidade de dirigir a seleção francesa.
Campeão mundial como jogador em 1998, o ex-meia disputou mais de 100 partidas pela França. Como treinador, comandou apenas o Real Madrid, clube pelo qual conquistou três edições consecutivas da Liga dos Campeões, além de dois títulos do Campeonato Espanhol.
Estreia agendada para setembro
A estreia de Zidane está prevista para 25 de setembro, contra a Turquia, pela fase de grupos da Liga das Nações. Três dias depois, a seleção francesa enfrentará a Bélgica fora de casa.
O primeiro compromisso diante da torcida será contra a Itália, em 2 de outubro, no Stade de France. Em 5 de outubro, a equipe voltará ao mesmo estádio para receber a Bélgica.
Didier Deschamps encerrou sua passagem pela seleção após a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. O treinador permaneceu no cargo por 14 anos e somou 120 vitórias em 185 partidas.
Durante esse período, levou a França ao título mundial de 2018 e à conquista da Liga das Nações de 2021. Também alcançou as finais da Eurocopa de 2016, perdida para Portugal na prorrogação, e da Copa de 2022, vencida pela Argentina nos pênaltis.
Antes de sua despedida, Deschamps afirmou que sentiria falta de representar o país e lembrou os 25 anos dedicados à seleção, somando as trajetórias como jogador e treinador.







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