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Escândalo pós-Copa abala Argentina com fortuna, celulares e FBI; entenda

A derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0, na prorrogação da final da Copa do Mundo, foi acompanhada por outro problema fora de campo. Segundo o jornal argentino Infobae, autoridades dos Estados Unidos ampliaram nos últimos dias uma investigação envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA).

O Departamento de Justiça norte-americano, com apoio do FBI, teria convocado pessoas próximas ao presidente da entidade, Claudio “Chiqui” Tapia, para prestar depoimento na próxima quinta-feira, 30 de julho.

A apuração envolve a Tourprodenter, empresa responsável pela administração de contratos de patrocínio, amistosos e direitos internacionais de transmissão da seleção argentina.

Durante a Copa do Mundo, os investigadores teriam avançado na análise de operações financeiras que somam mais de US$ 300 milhões, cerca de 262,8 milhões de euros. As transações são investigadas por suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e desvio de recursos provenientes de acordos comerciais.

O caso teve início a partir de uma denúncia apresentada pelo empresário Guillermo Tofoni, que mantém uma disputa judicial com a AFA. Ele viajou a Miami e se reuniu pessoalmente com investigadores por mais de duas horas.

No encontro, Tofoni teria apresentado sua versão sobre os fatos e entregado documentos relacionados a transferências bancárias destinadas a empresas no exterior.

Nas últimas horas, veículos argentinos também noticiaram que agentes do FBI teriam abordado Chiqui Tapia e outros integrantes da AFA no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, na segunda-feira, quando o grupo se preparava para retornar à Argentina após a Copa.

A federação negou a informação e classificou os relatos como “categoricamente falsos”. Segundo a entidade, nenhum dos episódios descritos pela imprensa ocorreu.

“A ordem emitida pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida é dirigida a um terceiro, que foi convocado a comparecer perante um grande júri e eventualmente apresentar documentos e comunicações relacionadas a outras pessoas, entre elas autoridades desta federação”, afirmou a AFA.

Tapia também usou as redes sociais para rebater as notícias sobre o caso e defender o trabalho da seleção argentina.

“Representamos toda a América com enorme orgulho. Defendemos nossas cores, nossa bandeira e nosso país em cada campo do mundo. Por isso, não se deixem levar pelas mentiras nem pelas operações que buscam apenas desestabilizar. Chega de tentar atacar aqueles que tanto deram ao nosso futebol”, escreveu.

O presidente da AFA também pediu reconhecimento aos jogadores após a derrota na decisão do Mundial.

“Hoje é momento de agradecer, apoiar e reconhecer esses jogadores, que voltaram a deixar a alma pela camisa. As operações passam. O compromisso, o trabalho e o coração da nossa seleção permanecem para sempre. Aqui não há desculpas. Aqui se joga futebol. E esta seleção continuará representando a Argentina com o orgulho de sempre. Vamos, Argentina”, completou.

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Criada por uma torcedora argentina, iniciativa questiona a atuação do árbitro Slavko Vincic na decisão entre Argentina e Espanha. Imprensa espanhola destaca que o pedido não tem respaldo nos regulamentos esportivos

Notícias ao Minuto | 06:30 – 23/07/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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