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Suspeita de ataque a terreiro de candomblé em Salvador é presa

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Uma mulher de 45 anos foi presa na manhã desta segunda-feira (6) no bairro da Pituba, em Salvador, sob suspeita de racismo religioso e dano qualificado.

Ela é suspeita do ataque ao terreiro de candomblé Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, registrado em janeiro deste ano. Na ocasião, as paredes e o portão do templo religioso foram pichados com as palavras “assassinos” e “Jesus”.

A Polícia Civil não divulgou o nome da suspeita, nem como os responsáveis por sua defesa.

Segundo a polícia, a análise de imagens de videomonitoramento e a coleta de provas permitiram a identificação da suspeita e fundamentaram o pedido de prisão preventiva (sem prazo), além de um mandado de busca e apreensão.

Foram apreendidos dois telefones celulares, agendas e um notebook. Os itens serão submetidos a análise e vão contribuir para o aprofundamento das investigações.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa de Salvador.

O terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza funciona há 33 anos no bairro de Cajazeiras XI, periferia de Salvador, e é liderado pelo babalorixá Pai Mutá.

O ataque ao terreiro ocorreu próximo ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro. Na época, entidades da sociedade civil repudiaram os ataques.

A Frente Nacional Makota Valdina classificou o episódio como um ato de racismo religioso, configurando um ataque direto à liberdade de crença, ao direito constitucional de culto e à dignidade das religiões de matriz africana.

A Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, divulgou uma nota de repúdio ao ataque, classificando o episódio como uma grave violação à liberdade religiosa.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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