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Governo de SP e Emae investem R$ 24 milhões em melhorias no Rio Pinheiros

O Governo de São Paulo e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) dão início ao projeto de revitalização das margens do Rio Pinheiros, com investimento de R$ 24 milhões. A iniciativa busca transformar a relação da capital paulista com um de seus mais importantes patrimônios urbanos e ambientais.

Com aproximadamente 24 quilômetros de extensão, o projeto será desenvolvido por fases e contempla melhorias de infraestrutura, reforço da segurança, modernização da iluminação, nova sinalização, requalificação paisagística, ampliação do conforto dos usuários e recuperação ambiental das margens do rio, tornando-as um ambiente mais seguro, integrado e atrativo para quem vive, trabalha ou circula pela região. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10), durante evento comemorativo ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

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De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, as melhorias nas margens do Pinheiros são parte de uma série de novas medidas anunciadas pelo Governo de São Paulo no contexto do programa IntegraTietê.

“Estamos avançando de forma consistente no programa e agregando mais medidas, com o uso de novas tecnologias e inteligência de dados. Estamos iniciando o monitoramento por satélite do Tietê e afluentes e de oito praias do interior, o uso de ondas ultrassônicas para o combate à proliferação de algas em Sabino, a ampliação em 20% da coleta de lixo flutuante e todo esse amplo pacote de melhorias ambientais e infraestruturais nas margens do Pinheiros, que vai criar as condições para que a população volte a ter uma relação positiva com o rio”, explica.

“O Rio Pinheiros ajudou a moldar a história de São Paulo. Agora, queremos que ele volte a ocupar um lugar de destaque na vida da cidade. Este investimento representa o início de uma transformação de longo prazo, que busca tornar suas margens mais seguras, acessíveis e acolhedoras para a população. Estamos criando as condições para que esse espaço seja cada vez mais utilizado por quem caminha, pedala, pratica esportes, convive e busca contato com a natureza, em meio à maior metrópole do país”, afirma Rafael Strauch, Diretor-Presidente da Emae.

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O projeto será executado de forma gradual, permitindo a implantação progressiva das intervenções com base em estudos técnicos e em um planejamento integrado. A primeira fase está prevista para começar em junho, com duração de 120 dias. A segunda etapa deverá ocorrer entre novembro de 2026 e março de 2027.

Fases 1 e 2

A primeira fase contempla intervenções em quatro trechos estratégicos das margens do Rio Pinheiros.

O primeiro segmento está localizado entre a Ponte Estaiada e o Monotrilho, na margem leste do rio, com aproximadamente 2,4 quilômetros de extensão. O trecho receberá reforço da iluminação e ampliação da cobertura vegetal por meio do plantio de mudas nativas da Mata Atlântica.

O segundo trecho compreende a área entre o Monotrilho e a saída Miguel Yunes, também na margem leste, com 10,3 quilômetros. As intervenções incluem nova sinalização horizontal, instalação de cabines de apoio à segurança patrimonial e policiamento e ampliação da cobertura verde ao longo do percurso.

O terceiro segmento abrange a área entre a Usina São Paulo e a sede do Pomar Urbano, na margem oeste do rio, com 8,2 quilômetros de extensão. Estão previstas obras de requalificação da infraestrutura, incluindo instalação de cabines de apoio à segurança patrimonial e policiamento, gradis de segurança, banheiros e outras melhorias voltadas à experiência dos usuários.

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Já no trecho entre a sede do Pomar Urbano e a Ponte Friedrich Bayer, também na margem oeste, com cerca de 1,6 quilômetro de extensão, serão realizadas obras de pavimentação, instalação de postes de iluminação, guarda-corpos, sinalização vertical e horizontal e novas cabines de apoio à segurança patrimonial e policiamento.

A segunda fase da intervenção já está em planejamento e contemplará a margem oeste do Rio Pinheiros entre a Ponte Friedrich Bayer e a saída do Largo do Socorro, em um trecho de aproximadamente 1,6 quilômetros. As melhorias previstas incluem implantação de pavimentação, sinalização horizontal e vertical, postes de iluminação e guarda-corpos ao longo do percurso.

O anúncio ocorre após a Emae vencer, em maio, a sessão pública para a Permissão de Uso Qualificado do Parque Linear Bruno Covas – Novo Rio Pinheiros. A companhia ainda aguarda a formalização do Termo de Permissão de Uso e a assunção oficial da operação da área.

Paralelamente, a empresa já iniciou interlocuções com o Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e parceiros públicos e privados para estruturar um modelo de gestão integrado para toda a região.

Segurança

Os parques estaduais urbanos administrados pela Semil passarão a integrar o Programa Muralha Paulista, iniciativa do Governo de São Paulo voltada ao fortalecimento das ações de segurança pública por meio da integração de sistemas de monitoramento, compartilhamento de informações e uso de tecnologias inteligentes. A primeira unidade contemplada será o Parque Bruno Covas, na capital paulista, que receberá 22 câmeras inteligentes distribuídas em 19 pontos estratégicos definidos a partir de estudos técnicos conduzidos conjuntamente pela Semil, Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Emae. A previsão é que a implantação seja concluída em até 60 dias após a assinatura do contrato.

Os equipamentos serão integrados à infraestrutura tecnológica do Programa Muralha Paulista, permitindo o compartilhamento de imagens, alertas e informações de interesse da segurança pública. Com tecnologia de monitoramento móvel e recursos avançados de análise de imagens, as câmeras ampliarão a capacidade de vigilância territorial do parque, acompanhando fluxos de circulação e permitindo o monitoramento dinâmico de áreas consideradas mais sensíveis.

A iniciativa reforça a atuação integrada entre os órgãos estaduais para ampliar a proteção dos frequentadores, preservar o patrimônio público e apoiar ações de segurança no entorno do Rio Pinheiros e das áreas verdes urbanas.

“A integração dos parques urbanos ao Programa Muralha Paulista representa um avanço importante na gestão dessas áreas. Estamos incorporando tecnologia e inteligência para ampliar a segurança dos visitantes, fortalecer a proteção do patrimônio ambiental e tornar a atuação das equipes cada vez mais eficiente”, afirma o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jonatas Trindade.

Sobre a Semana do Meio Ambiente

Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente contou com evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital paulista, no dia 10 de junho. A edição deste ano incorporou o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável.

A programação incluiu uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público. Também está previsto na programação da Semana o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.

Fonte: agenciaSP

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