Nesta terça-feira, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. A recomendação se deu após uma investigação com base na Seção 301 da Lei Comercial dos Estados Unidos apontar supostas práticas desleais do Brasil.
Durante entrevista coletiva após uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e outros ministros, Durigan argumentou que as premissas usadas na investigação que resultou na proposta de tarifas estão “desatualizadas”.
“Se atualizadas as premissas e os parâmetros, sem nenhuma dúvida nós vamos explicar que o governo tem combatido o desmatamento, que o trabalho no Brasil melhorou, a renda das famílias melhorou, o trabalho não é precatório, a propriedade intelectual é respeitada no Brasil”, disse ele.
Durigan afirmou, ainda, que a taxação seria negativa para a economia e para os empresários brasileiros.
O ministro aproveitou para criticar a designação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas, anunciada na semana passada, argumentando que houve “exagero e intimidação” por parte das autoridades americanas na ação.
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