“Uma vez que os navios americano-sionistas [norte-americanos e israelenses] ignoraram nosso alerta inicial, a Marinha (…) lançou mísseis de cruzeiro, foguetes e drones de combate em sua direção”, afirmou a mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP).
O Irã havia alertado que atacaria as forças dos Estados Unidos caso se aproximassem do estreito estratégico.
O aviso de Teerã ocorreu após o anúncio, no domingo, do presidente norte-americano, Donald Trump, da iniciativa “Project Freedom” (Projeto Liberdade), destinada a ajudar centenas de navios retidos há dois meses no Golfo Pérsico.
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou a informação inicial das forças iranianas sobre disparos contra navios norte-americanos quando tentavam se aproximar do Estreito de Ormuz.
“Nenhum navio norte-americano foi atingido. As forças dos Estados Unidos continuam a apoiar a operação ‘Project Freedom’ e o bloqueio naval dos portos iranianos”, informou o Comando Central, responsável pelas operações militares no Oriente Médio, citado pela agência espanhola EFE.
Ao anunciar a iniciativa no domingo, Trump esclareceu que o objetivo é conduzir navios mercantes pelo estreito, mas sem incluir uma escolta militar formal das embarcações.
Trump afirmou que qualquer interferência na operação destinada a permitir o trânsito de navios retidos no Golfo Pérsico devido à guerra seria “respondida com força”.
Após a negativa do comando norte-americano, as forças armadas do Irã afirmaram que a Marinha realizou disparos de advertência porque os destróieres ignoraram avisos por rádio sobre o “risco de violação do cessar-fogo”.
O Exército iraniano declarou que a operação desta segunda-feira teve como objetivo impedir qualquer tentativa de navegação no estreito que não seja coordenada com Teerã, em um momento em que Washington tenta reabrir a via marítima para a passagem de navios comerciais.
Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva militar contra o Irã, que respondeu com ataques contra países da região.
A guerra já causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, além de provocar uma crise nos preços do petróleo, após Teerã bloquear o estreito por onde passa cerca de um quinto do abastecimento dos mercados internacionais.
O Irã e os Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril para tentar negociar o fim da guerra, mas sem sucesso até o momento.
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