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Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: “Deterioração”

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi hospitalizada às pressas no noroeste do Irã, na sexta-feira, após desmaiar duas vezes na prisão onde está detida, na cidade de Zanjan.

A informação foi divulgada pela Fundação Narges Mohammadi, que afirmou que a internação ocorreu após uma “deterioração catastrófica” do estado de saúde da ativista, incluindo dois desmaios e crises cardíacas graves.

“A família dela, que há semanas luta por sua transferência para instalações adequadas, descreveu essa medida como uma ação desesperada, de última hora, que pode ter chegado tarde demais para atender às suas necessidades críticas”, diz o comunicado.

O que aconteceu?

De acordo com seus advogados, acredita-se que Narges Mohammadi tenha sofrido um ataque cardíaco no fim de março. Eles a visitaram alguns dias depois e relataram que ela estava pálida, havia perdido peso e precisava de ajuda para caminhar.

A fundação afirma que a transferência para o hospital ocorreu “após 140 dias de negligência médica sistemática”, desde sua prisão em 12 de dezembro.

A pressão arterial perigosamente alta e a rápida perda de cerca de 20 quilos colocaram sua vida em “perigo iminente”.

Segundo a fundação, a pressão já estava elevada havia três dias. A ativista, de 54 anos, também sentia dores no peito. Sua irmã relatou que Mohammadi vomitou várias vezes antes de desmaiar pela primeira vez na sexta-feira.

Inicialmente, ela teria recusado ser transferida para o hospital em Zanjan, alegando que cardiologistas já haviam informado que a unidade não tinha estrutura adequada para tratá-la. No entanto, após o segundo desmaio, acabou sendo levada para o local.

Narges Mohammadi, ativista de direitos humanos e vencedora do Nobel da Paz, tem sido presa em diferentes períodos desde 2016 por sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu.

Ela foi novamente detida após ser condenada, em 8 de fevereiro, a sete anos e meio de prisão por acusações como conspiração contra a segurança do Estado e propaganda.

Apesar de um médico legista iraniano ter confirmado a necessidade de pelo menos um mês de cuidados cardíacos especializados, os promotores de Teerã recusaram conceder a suspensão temporária da pena, segundo o relatório da fundação.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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