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Empresa de MrBeast é processada por assédio sexual e discriminação

A produtora ligada a MrBeast, considerado o maior criador de conteúdo do mundo em número de seguidores, foi processada por uma ex-executiva que acusa a empresa de assédio sexual e discriminação por gravidez. Segundo a ação, ela teria sido demitida ao retornar da licença-maternidade.

De acordo com a revista People, que teve acesso ao processo apresentado nesta quarta-feira em um tribunal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a autora da denúncia, identificada como Lorrayne Mavromatis, afirma ter sofrido assédio sexual por parte do CEO da Beast Industries, James Warren. Ela também relata ter sido tratada de forma diferente em relação aos colegas homens, além de ter sido rebaixada e posteriormente demitida após formalizar uma queixa interna sobre comportamentos inadequados.

Mavromatis descreve o ambiente de trabalho como um “clube do bolinha”, onde, segundo ela, várias mulheres teriam sido vítimas de assédio por superiores. O processo não cita diretamente MrBeast, cujo nome verdadeiro é Jimmy Donaldson.

“Não se trata de um único episódio. Trata-se de tudo o que levou a isso e da cultura que permitiu que isso acontecesse”, afirmou Mavromatis em comunicado divulgado por seu advogado. “Existe uma expectativa de que as mulheres passem por esse tipo de situação, permaneçam em silêncio, aceitem e ainda assim apareçam sorrindo. Eu não vou mais fazer isso.”

Segundo a denúncia, ela foi contratada pela empresa em agosto de 2022 como chefe do Instagram e chegou a ser promovida duas vezes no primeiro ano, mais do que dobrando seu salário.

Ainda assim, durante o período em que trabalhou na empresa, afirma que James Warren a convocava para reuniões em um espaço “pouco iluminado” dentro da própria casa, em vez de utilizar o escritório, e que fazia “comentários inapropriados” sobre sua aparência.

Ao questionar a ausência de Jimmy Donaldson nessas reuniões, ela afirma ter ouvido a seguinte resposta: “O Jimmy fica desconfortável perto de mulheres bonitas. Digamos que, quando você está por perto e ele vai ao banheiro, ele não está exatamente usando o banheiro.”

Entre outras situações relatadas, Mavromatis afirma que foi instruída a se retirar de reuniões compostas apenas por homens com Donaldson, que precisava “buscar uma cerveja” para o criador de conteúdo antes das gravações e que chegou a ser mandada “calar a boca” e “parar de falar” por um colega homem ao fazer perguntas em reuniões de equipe.

Em resposta, um porta-voz da Beast Industries negou todas as acusações em entrevista à People, classificando as alegações como “ridículas” e “uma história inventada com o único objetivo de gerar manchetes”.
 

Os testes começaram há cerca de um ano e meio, com alguns dos principais youtubers do site. Neste ano, a empresa expandiu o serviço para alguns políticos, até enfim disponibilizá-lo para qualquer pessoa que atenda aos critérios, ela tendo um canal no YouTube ou não

Folhapress | 09:00 – 22/04/2026

 
 

Fonte: Notícias ao Minuto

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