RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, será julgado nesta quarta-feira (15) pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A sessão é cercada de expectativa e vai confirmar o nível de rigidez que o tribunal vai adotar em relação ao histórico de expulsões do português no Brasileirão.
Abel foi suspenso em primeira instância por um total de oito partidas, distribuídas em dois processos. O primeiro, pelo cartão vermelho contra o São Paulo (levou seis jogos). O segundo, pela expulsão diante do Fluminense (mais dois jogos).
Entre suspensões automáticas e a negativa de efeito suspensivo que gerou a ausência do técnico no clássico contra o Corinthians, domingo, Abel já cumpriu três das oito partidas.
As duas denúncias contra Abel foram com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê pena de um a seis jogos a quem agir de forma contrária à ética desportiva.
Um termo bastante repetido no voto da relatora do caso na segunda comissão disciplinar foi “reiterado”. Para a auditora Ana Ralil, a repetição da conduta imprópria de Abel à beira do campo foi decisiva para optar pela pena máxima prevista no artigo.
“A atuação da Justiça Desportiva impõe a contenção de excessos e a repressão de manifestações que ultrapassem os limites do respeito e da ética desportiva, especialmente quando reiteradas e praticadas por profissionais que exercem função de liderança”, mencionou ela.
A sessão desta quarta-feira (15) envolvendo Abel é o primeiro exemplo de um STJD que acelerou o ritmo dos processos envolvendo a Série A. O intervalo entre primeira e segunda instância foi menor do que uma semana.
O Palmeiras faz pressão pública sobre o STJD, questionando não só a proporção da pena inicial, mas o indeferimento do efeito suspensivo completo para Abel. O “não” foi dado pela auditora Mariana Barreiras.
“Decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições. É fundamental que todos os agentes envolvidos atuem com equilíbrio, sem eleger um único profissional como bode expiatório – não é razoável que apenas um seja penalizado por um problema coletivo. Desse modo, o clube espera que, na segunda instância, o caso em questão seja analisado com coerência”, disse o Palmeiras em nota.
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