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5 piores alimentos para a saúde do fígado, segundo nutricionistas

O fígado desempenha funções fundamentais para o funcionamento do organismo. O órgão participa do metabolismo de nutrientes, produz substâncias importantes para a digestão, ajuda no processamento de medicamentos e álcool e atua na transformação e eliminação de diversas substâncias.

A alimentação tem relação direta com a saúde hepática. Alguns hábitos alimentares, especialmente quando mantidos por longos períodos e associados a outros fatores de risco, podem favorecer o acúmulo de gordura no fígado e aumentar o risco de doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEM).

Isso não significa que um alimento isolado provoque doença hepática. O que importa é o padrão alimentar, a frequência e a quantidade consumida, além de fatores como peso, atividade física, consumo de álcool e condições metabólicas.

A revista “EatingWell” reuniu cinco tipos de alimentos e bebidas cujo consumo frequente merece atenção quando o objetivo é preservar a saúde do fígado.

1. Refrigerantes e outras bebidas açucaradas

Tomar um refrigerante ocasionalmente é diferente de consumir bebidas açucaradas diariamente. É justamente a frequência que pode transformar esse hábito em um problema para a saúde metabólica.

“Bebidas açucaradas com elevado teor de frutose adicionada podem levar à produção de gordura no fígado, causando inflamação e resistência à insulina, o que aumenta o risco de doença hepática gordurosa”, explica a nutricionista Whitney Stuart.

O excesso de açúcares adicionados aumenta a oferta de energia ao organismo e pode contribuir para a produção e o armazenamento de gordura no fígado.

Além dos refrigerantes, é importante observar outras bebidas com grandes quantidades de açúcar adicionado, como determinados chás prontos, energéticos e bebidas adoçadas.

2. Batata frita e outros alimentos fritos

As batatas fritas também aparecem na lista, principalmente quando fazem parte frequentemente de refeições de fast food.

Alimentos fritos costumam concentrar calorias e podem conter grandes quantidades de gorduras saturadas e sódio. Quando consumidos regularmente dentro de uma alimentação desequilibrada, podem contribuir para alterações metabólicas associadas ao acúmulo de gordura no fígado.

Outro ponto está relacionado à preparação em temperaturas muito elevadas. Alimentos ricos em amido, como a batata, podem formar acrilamida durante processos como fritura e assamento em altas temperaturas.

A recomendação, portanto, não é considerar uma porção ocasional de batatas fritas responsável por problemas hepáticos, mas evitar que frituras se tornem parte constante da alimentação.

3. Bacon, salsicha e outras carnes processadas

Carnes processadas também merecem atenção. Bacon, salsicha, salame, presunto e outros embutidos geralmente apresentam quantidades elevadas de sódio e gorduras saturadas.

“Carnes processadas como bacon, chouriço, salsicha e frios podem ser prejudiciais à saúde do fígado”, afirma a nutricionista Lauren Manaker.

Uma alimentação baseada frequentemente nesses produtos também pode substituir fontes de proteína consideradas mais interessantes do ponto de vista nutricional.

Reduzir a frequência das carnes processadas e variar as fontes de proteína pode ajudar a melhorar a qualidade geral da alimentação.

4. Pão branco e carboidratos refinados

Nem todos os carboidratos têm o mesmo impacto nutricional. Enquanto os grãos integrais preservam fibras e outros nutrientes, os refinados passam por processos que retiram parte desses componentes.

Pão branco, bolos, biscoitos, massas feitas com farinha refinada e arroz branco são alguns exemplos.

O problema se torna maior quando esses alimentos aparecem em grandes quantidades na dieta, especialmente acompanhados de açúcares adicionados e em substituição a alimentos ricos em fibras.

Dietas com excesso de carboidratos refinados e calorias podem favorecer alterações metabólicas e o armazenamento de gordura no fígado.

5. Álcool pode causar danos diretos ao fígado

O álcool merece atenção especial porque é metabolizado principalmente pelo fígado e pode provocar danos diretos às células hepáticas.

Durante esse processo, são formadas substâncias tóxicas, entre elas o acetaldeído. O consumo excessivo e prolongado de álcool pode provocar inflamação e lesões progressivas no órgão.

A doença hepática associada ao álcool pode evoluir de acúmulo de gordura para quadros mais graves, incluindo hepatite alcoólica, fibrose, cirrose e insuficiência hepática. O consumo de álcool também está relacionado ao aumento do risco de câncer de fígado.

Como proteger a saúde do fígado pela alimentação?

Mais importante do que simplesmente eliminar um único alimento é observar a alimentação como um todo.

Priorizar frutas, verduras, legumes, feijões, grãos integrais, fontes adequadas de proteínas e alimentos pouco processados ajuda a compor um padrão alimentar mais favorável à saúde metabólica.

Reduzir bebidas açucaradas, frituras, carnes processadas e alimentos ultraprocessados também pode beneficiar não apenas o fígado, mas a saúde cardiovascular e metabólica de maneira geral.

No caso do álcool, quanto maior o consumo, maior tende a ser o risco para a saúde. Pessoas que já apresentam alguma doença no fígado devem seguir as recomendações específicas do médico responsável pelo acompanhamento.

Beber refrigerantes pode parecer algo inofensivo. Contudo, se for algo recorrente pode estar correndo alguns riscos. O aviso é deixado por um médico que revela o que pode acontecer quando ingere este tipo de bebida com frequência.

Notícias ao Minuto Brasil | 11:45 – 21/09/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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