A Samsung concordou em investir US$ 1 bilhão na Helix Digital Infrastructure, empresa de infraestrutura para inteligência artificial (IA) apoiada por KKR e Nvidia, em mais um aporte na corrida global por data centers, energia e redes capazes de sustentar a demanda por IA.
O investimento eleva o capital já assegurado pela Helix para mais de US$ 11 bilhões, a ser usado na estratégia de entregar uma nova geração de data centers, geração de energia e transmissão.
A Helix foi criada em junho por um consórcio liderado pela KKR, com investidores-âncora que incluem Nvidia, Kuwait Investment Authority e Vistra, empresa de geração e varejo de eletricidade.
O CEO e cofundador da Helix, Adam Selipsky, disse que o compromisso da Samsung é um “voto de confiança” na estratégia da companhia para atender a uma demanda sem precedentes de grandes provedoras de nuvem por infraestrutura de IA cada vez mais complexa e de alta velocidade.
Gigantes como Microsoft, Amazon, Meta e Alphabet vêm gastando centenas de bilhões de dólares para expandir a infraestrutura de IA.
O gasto de capital das quatro empresas chegou a US$ 410 bilhões no ano passado, quase o triplo do nível de 2022.
Estimativas do economista Stijn van Nieuwerburgh, publicadas pela Brookings Institution, projetam US$ 10,3 trilhões em investimentos em data centers e infraestrutura relacionada entre 2025 e 2032.
A Helix afirma que, além do papel da Nvidia em tecnologia e infraestrutura de ponta e da Vistra em energia, pretende aproveitar capacidades da Samsung em tecnologia avançada, construção, armazenamento de energia e refrigeração para desenvolver infraestrutura em escala.
A Samsung disse que o aporte ajudará suas afiliadas a avançar de fornecedoras de componentes para funções de maior valor em sistemas e infraestrutura de IA.
O movimento também ocorre enquanto empresas sul-coreanas ampliam investimentos para capturar o boom de IA.
Samsung Electronics e SK Hynix planejam investir mais de US$ 520 bilhões em um polo de semicondutores no sudoeste do país, como parte de uma iniciativa liderada pelo governo estimada em US$ 2 trilhões para desenvolver capacidades domésticas completas em IA.
Analistas da BMI, da Fitch Solutions, apontam que a competição deve se intensificar e que projetos maiores podem pressionar preços.
Eles também alertam que a rede elétrica pode não acompanhar o ritmo e que regras recentes de licenciamento exigem padrões de eficiência energética, elevando as dificuldades para garantir energia para instalações de IA, intensivas em consumo.






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