(FOLHAPRESS) – O universo que mistura o sobrenatural com o folclore brasileiro está de volta na segunda temporada de “Vermelho Sangue”, que estreia no Globoplay nesta quinta-feira (17).
Para falar sobre a sequência, as autoras Claudia Sardinha e Rosane Svartman, a diretora artística Patrícia Pedrosa e parte do elenco, como Alanis Guillen, Letícia Vieira, Ali Willow e Pedro Alves, conversaram sobre a evolução do seriado em um bate-papo virtual que ocorreu nesta terça-feira (15), do qual o F5 participou.
Apesar de as gravações das duas temporadas terem ocorrido ao mesmo tempo, o elenco explicou que a forma como o roteiro foi feito e como os personagens eram caracterizados permitiu que eles entrassem nos papéis em um contexto que fazia sentido para cada um.
“A gente abriu o set, e a primeira cena já foi no meio da segunda temporada, com a personagem [Flora] em um estado mais desenvolvido e profundo. Então, acho que, por meio desse processo de criação, conseguimos chegar ao momento certo da personagem para cada cena”, explica Alanis Guillen, que interpreta Flora.
“O texto da série já colocava a gente em um contexto”, conta Letícia Vieira, que interpreta a lobimoça Luna. “Enquanto a primeira temporada é mais uma apresentação dos personagens, a segunda tem conflitos mais intensos”, completa.
Em relação ao amadurecimento dos personagens, o romance entre Flora e Celina (Laura Dutra) também vai evoluir na segunda temporada, principalmente por conta da transformação de Flora em uma vampira.
“A Flora vai estar muito entregue a tudo de novo que ela está vivendo e experienciando, e cheia de vontade e desejos infinitos, enquanto Celina também vai se descobrindo com essa paixão que é mais forte que ela”, conta Alanis.
Outra personagem que também vai ganhar nova profundidade é Luna, que vai tentar entender melhor a sua identidade com a chegada de seu pai, Martín (Milhem Cortaz).
“O pai mostra para ela o desconhecido esperado. Eu acho que a Luna sempre esperou por esse desconhecido. E o pai traz isso para ela, assim, um outro mundo, o seu lado mais selvagem. A Luna sempre foi muito privada, a mãe sempre a privou de viver, de conhecer esse seu lado de lobimoça, que é apresentado pelo pai”, conta Letícia.
Sem entrar em muitos detalhes, a atriz comentou que, ao mesmo tempo em que ela vai encontrar o que estava faltando, o sumiço do pai também vai causar um conflito entre os dois.
“Claro que vão ter conflitos entre os dois, porque ele é uma pessoa desconhecida para ela. Até o momento, ela não conhecia o pai, e agora essa pessoa aparece. Então, ela está conhecendo o pai pela primeira vez.”
O par romântico de Luna, o vampiro Michel (Pedro Alves), também vai enfrentar as consequências de um amor considerado proibido para o seu clã. Para o ator, nesta temporada, o personagem vai precisar lutar por tudo em que acredita.
“Chega um momento em que, quando a paixão é muito grande, o amor é muito grande, como é que a gente faz para esconder? E aí, quando alguém descobre, o que que faz? Quando você tira esse fardo, esse peso das costas, aí você está disposto a fazer tudo, você está disposto a lutar pelo mundo inteiro por aquilo em que você acredita”, explica Pedro, que também está no ar como Fernando em “Quem Ama Cuida”.
Olhando para o clã dos vampiros, liderado por Elizabeth (Ali Willow), que opera por meio da empresa fictícia VPTech, a personagem vai ganhar uma presença maior nesta nova temporada, segundo a atriz, e vai precisar navegar entre dois mundos: o corporativo e o de chefe do clã.
“A personagem tem dois aspectos muito óbvios para mim. Um é o lugar da grande empresa, do topo do 1% [os mais ricos]. Ao mesmo tempo, ela é um mito, ligada à origem dos vampiros”, explicou Ali.
“Então, fiquei trabalhando em cima dessa ideia. O que seria, hoje em dia, essa personagem que talvez tenha vários séculos e qual tipo de poder ela tem? Se, dentro dessa narrativa, ela tem mais o poder financeiro ou sobrenatural”, explica a atriz.






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