O Grêmio demitiu o técnico Luís Castro neste domingo, um dia após a derrota por 1 a 0 para o Vasco, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. A decisão foi comunicada após reuniões realizadas pela manhã no CT Luiz Carvalho. O coordenador técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, comandará a equipe contra o Botafogo, na quarta-feira.
Luís Castro deixa o clube após 50 jogos na temporada, com 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, além de 66 gols marcados e 51 sofridos. O aproveitamento foi de 47%. Sob o comando do português, o Grêmio conquistou o Campeonato Gaúcho e chegou à semifinal da Copa do Brasil, mas enfrenta dificuldades no Brasileirão.
Na competição nacional, o Tricolor ocupa a 15ª posição, com 28 pontos, mesma pontuação do Vasco, primeira equipe na zona de rebaixamento. O Grêmio aparece à frente apenas pelos critérios de desempate. Em 26 partidas no campeonato, foram sete vitórias, sete empates e 12 derrotas. A equipe ainda não venceu como visitante.
Além de Castro, deixam o clube os auxiliares Vítor Severino e Pedro Mané, o preparador de goleiros Daniel Correia, o analista de desempenho Nuno Baptista e os preparadores físicos Nuno Cerdeira e Roberto Júnior, o Betinho. A direção agora busca um novo treinador.
A pressão sobre Luís Castro aumentou ao longo da temporada. No fim de agosto, após a derrota para o Bragantino, Paulo Pelaipe cobrou publicamente uma reação e afirmou que “tudo na vida tem limite”. Na quinta-feira anterior à demissão, porém, o CEO Alex Leitão havia defendido a permanência do treinador até o fim do ano.
A direção esperava uma melhora depois do período de férias e treinamentos provocado pela Copa do Mundo, mas o time não conseguiu engatar uma sequência positiva. No retorno às competições, foi eliminado pelo Bolívar nos playoffs das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na ocasião, Castro ouviu xingamentos e pedidos pela volta de Renato Portaluppi. As manifestações voltaram após a derrota para o Vasco.
Contratado no fim de 2025 para substituir Mano Menezes, Castro conquistou o Campeonato Gaúcho em março, mas não conseguiu manter regularidade. O contrato iria até dezembro de 2027 e não tinha multa rescisória. O Grêmio deverá pagar o restante do vínculo, cujo custo era de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para toda a comissão.
A saída também obriga o clube a remontar a comissão técnica. É a primeira demissão de treinador da gestão do presidente Odorico Roman, iniciada em dezembro. Até então, a diretoria tratava Castro como parte de um projeto de médio prazo, voltado à integração com a base e à reconstrução do time em 2026.
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