PAULO EDUARDO DIAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O corpo de uma mulher foi encontrado por policiais enterrado em um imóvel na zona leste de São Paulo, nesta quinta-feira (10). A denúncia partiu da esposa do homem considerado suspeito pelo crime. Ele foi preso em flagrante.
Segundo o boletim de ocorrência, uma pessoa estava andando pela rua quando foi abordada por uma mulher que pedia ajuda. Ainda segundo o relato dessa testemunha, ela contou que seu marido havia matado uma pessoa enforcada e escondido o corpo dentro da residência do casal.
A Polícia Militar então foi até a casa. No local, a mulher repetiu seu relato. Segundo ela, a morta era amante de seu marido, e eles tiveram um filho, que hoje tem 1 ano.
O homem também estava no imóvel e autorizou que os policiais militares entrassem na residência, diz o boletim de ocorrência. Durante a vistoria, os agentes identificaram uma parte do piso com características diferentes do restante do ambiente.
Questionado pelos policiais, o homem confirmou que o corpo estava enterrado no terreno, mas negou ter sido o responsável pela morte.
Segundo o relato do boletim de ocorrência, ele disse que a esposa foi a autora do crime. Ela teria empurrado a mulher de uma escada e depois a estrangulado.
O suspeito afirmou ainda que participou apenas da tentativa de ocultar o cadáver.
PMs chamaram os bombeiros, que removeram o cadáver. Conforme a mulher, o corpo estava enterrado há cerca de dois meses.
Ela disse aos policiais que a vítima teria ido até o imóvel para mostrar o filho ao homem. Em certo momento, ele teria entregado a criança à esposa e pedido que ela fosse ao mercado comprar leite, segundo o boletim.
Ao retornar, o homem teria dito à esposa que a amante havia ido embora. No entanto, ao se deitar, ela teria percebido algo estranho sob a cama e visto o corpo.
Ainda segundo ela, o marido a ameaçou de morte caso revelasse o que aconteceu.
A mulher afirmou que foi impedida de deixar a casa. Somente nesta quinta-feira ela teria conseguido sair do imóvel e pedir ajuda a pedestres, que acionaram os policiais militares.
O homem não tinha constituído advogado até a publicação desse texto. Como ele segue preso, a reportagem não conseguiu entrar em contato.
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