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Petróleo dispara mais de 6% com retomada dos ataques entre EUA e Irã

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo disparou mais de 6% nesta segunda-feira (31) e voltou à casa dos US$ 90 com a retomada dos ataques entre EUA e Irã nesse domingo (30).

O barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 91,52 (R$ 475,54) por volta das 7h15 (horário de Brasília), atingindo o seu maior patamar em uma semana. O petróleo foi a US$ 92,08 na última segunda-feira (24) e caiu durante toda a semana passada, mas voltaram a subir nesta madrugada.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 3,8%, às 8h45, cotado a US$ 86,57 (R$ 449,82). No mesmo horário, o Brent estava a US$ 91,20 (R$ 473,88), com uma valorização de 5,8%.

A alta ocorreu já na abertura do mercado repercutindo a divulgação dos ataques dos EUA a dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz. “As forças americanas efetuaram uma ação limitada e precisa contra forças da Guarda Revolucionária que representavam uma ameaça iminente no estreito de Hormuz”, informou o Centcom (Comando Central do Exército dos Estados Unidos).

O ataque desse domingo é o primeiro conhecido dos EUA contra o Irã desde o fim de julho. Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que todas as minas haviam sido detonadas ou retiradas das águas internacionais do estreito de Hormuz e que o Irã havia sido avisado de que qualquer navio ou embarcação que instalasse novas minas seria destruído.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis balísticos contra duas bases aéreas militares americanas na Jordânia, aliada de Washington, o que teria provocado “graves danos”, segundo o braço militar do Irã. Uma base dos EUA nos Emirados Árabes Unidos também foram alvos de ataques feitos por drones.

“Não buscamos a guerra, mas daremos uma resposta contundente aos agressores”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em um comunicado citado pela televisão estatal.

O governo dos EUA afirmou que seus ataques tinham como objetivo impedir que o Irã instalasse mais minas marítimas em Hormuz.

“Esta situação parece um barril de pólvora sem fim, que continua a gerar preços elevados”, afirmou Michael Alfaro, diretor de investimentos da Gallo Partners, fundo de hedge focado em energia e indústria.

O estreito de Hormuz, por onde transitavam 20% do petróleo e gás exportados no planeta, está bloqueado por Teerã, que ataca de forma esporádica os navios que tentam atravessar a via.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que respondeu com ações contra os países do Golfo aliados de Washington.

Um cessar-fogo em abril interrompeu quase 40 dias de intensos bombardeios.

Em junho, um protocolo de acordo foi alcançado com a intenção de encerrar o conflito de maneira definitiva. Mas o acordo foi rompido em julho, após a retomada das hostilidades. Desde então, as negociações permanecem estagnadas.

Enquanto retoma os ataques ao Irã, Trump afirmou que planeja usar o controle recém-anunciado sobre bilhões de barris de petróleo bruto da Venezuela para recompor a reserva de emergência americana.

“Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social, na qual culpou Joe Biden, seu antecessor na Presidência, por esvaziar a reserva.

Na sexta-feira (28), o presidente norte-americano anunciou acordo com a Venezuela que pode extrair 65 bilhões de barris venezuelanos nos próximos 15 anos. Segundo a líder venezuelana, Delcy Rodríguez, o acordo terá duração de 25 anos e pode elevar a produção de petróleo para 1,5 milhão de barris por dia.

Delcy classificou o acordo como “histórico” e disse que ele ajudará a recuperar a economia e aumentar as receitas do governo, além de contribuir para definir o futuro do país. Ela afirmou que o acordo “prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos estratégicos”.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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