RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Participante da atual edição do quadro Dança dos Famosos 2026, do Domingão com Huck (Globo), Rita Guedes, 54, tem usado com frequência óculos escuros nos ensaios e nas apresentações. O acessório não faz parte do figurino: a atriz ainda se recupera de complicações provocadas, segundo ela, por um erro médico após uma blefaroplastia realizada em fevereiro.
O procedimento, que normalmente permite alta no mesmo dia, a deixou dez dias internada e quase fez com que perdesse a visão do olho direito. “É uma cirurgia simples. Você sai do hospital no mesmo dia e a recuperação dura uma semana. Em um mês, no máximo, você já não tem mais nada. Mas, no meu caso, houve negligência médica”, afirmou.
Segundo Rita, a cirurgia durou três horas além do previsto. Ela desenvolveu ceratite, uma inflamação na córnea, e depois teve um edema na conjuntiva. O quadro exigiu acompanhamento de oculoplastas, dermatologistas e oftalmologistas, além de medicamentos e tratamentos para conter as lesões.
A complicação também atingiu o músculo elevador da pálpebra. Rita afirma que ele ficou temporariamente paralisado, o que provocou a queda da pálpebra. “Com esse erro médico, a minha pálpebra caiu. Visualmente, fica feio, por isso os óculos”, disse ao jornal O Globo.
A atriz afirma que exames recentes indicam que o nervo ainda está machucado, mas preservado. Uma das hipóteses levantadas pelos médicos é que ele tenha sido atingido pelo bisturi ou pinçado durante o procedimento. “Meu olho estava completamente fechado. Hoje ele está 60% aberto”, conta.
Rita diz que encara o Dança dos Famosos como um desafio inédito em mais de 30 anos de carreira. A atriz nunca havia feito aulas de dança e afirma que precisou vencer a própria insegurança para aceitar o convite. “Quando surgiu, eu, de cara, achei que não fosse aceitar, porque não me achava capaz de fazer tudo isso. Nunca fiz dança na minha vida”, afirma. Na infância, enquanto outras crianças faziam balé, ela preferia jogar futebol com os irmãos.
A adaptação não foi imediata. “Nos primeiros ensaios, enquanto eles iam para a direita, eu ia para a esquerda. Mas, aos poucos, estou entrando no ritmo”, conta.
Rita Guedes diz que a experiência também ampliou seu círculo de convivência. Acostumada a ficar conversando em festas, longe da pista de dança, ela brinca que pode terminar a competição com novos hábitos. “Talvez, depois do Dança, eu possa ser essa pessoa que fica na pista de dança até ela fechar.”
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