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Mãe condenada a 23 anos por matar filha com cabo de computador no DF

Uma mulher de 53 anos foi condenada, na quinta-feira, a 23 anos e 4 meses de prisão por matar a própria filha, que foi estrangulada com um cabo de computador em um apartamento na Asa Norte, em Brasília, no Distrito Federal. A vítima era Letícia Santos Silva, de 26 anos, que também foi dopada.

O crime ocorreu em maio de 2023 e, agora, o Tribunal do Júri de Brasília reconheceu que Jacivânia Santos Silva cometeu homicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima, segundo informações do Metrópoles.

Os jurados, no entanto, rejeitaram a qualificadora de feminicídio.

Segundo a sentença, Jacivânia misturou medicamentos de uso controlado em uma bebida oferecida a Letícia, que acabou adormecendo. Foi então que a mãe usou o cabo de computador para estrangulá-la.

O filho de Letícia, que na época tinha 4 anos, estava no apartamento no momento do crime. A sentença também destaca que a vítima deixou uma criança pequena e considera que as consequências emocionais do crime para o menino serão extensas e duradouras.

Para definir a pena, o juiz também levou em consideração a culpabilidade, as consequências do assassinato e a personalidade de Jacivânia. A decisão registra que ela não teria demonstrado remorso e teria dito a outras pessoas que não poderia ter “perdido a oportunidade de matar a própria filha”.

A mulher, que foi presa em 2023, chegou a ser libertada em 2024, mas voltou para a prisão dois meses depois. Ela ficou foragida por cerca de um mês, até ser localizada em julho de 2024.

Jacivânia cumprirá inicialmente a pena em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade.

No mesmo julgamento, Wesley Rodrigues Vaz, de 48 anos, também foi condenado a dois meses de prisão, em regime aberto, por ter ajudado Jacivânia a fugir após o assassinato.

O regime aberto prevê que a pessoa cumpra a pena em liberdade, sob determinadas condições, normalmente podendo trabalhar ou estudar durante o dia e devendo obedecer a regras de recolhimento e fiscalização no restante do tempo.

De acordo com o processo, depois de ser chamado por Jacivânia, Wesley teria ajudado a criar uma versão de que Letícia havia cometido suicídio, inclusive colaborando para simular um arrombamento na porta do quarto. Ele também teria ajudado Jacivânia a se esconder após o crime.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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