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Espólio de Oscar Maroni é intimado a demolir hotel do Bahamas, casa noturna que fechou após 30 anos em SP

(FOLHAPRESS) – A Justiça intimou o espólio do empresário Oscar Maroni Filho, morto aos 74 anos em dezembro do ano passado, a cumprir uma ordem de demolição parcial do prédio de 13 andares anexo ao clube Bahamas, na zona sul da capital paulista. A ordem foi confirmada nesta terça-feira (14) pela Procuradoria-Geral da Prefeitura de São Paulo.

Frequentado por acompanhantes de luxo que atraíam uma clientela de alta renda, o Bahamas encerrou suas atividades após mais de 30 anos, disse também nesta terça a assessoria de imprensa que atendia a boate.

A casa se tornou amplamente conhecida devido a polêmicas envolvendo Maroni.

Um desses casos é o do Oscar’s Hotel, que agora deve ser demolido. Edifício mais próximo da cabeceira da pista onde pousam aviões em Congonhas, o imóvel é considerado irregular pela prefeitura por inadequações às regras de zoneamento do entorno do aeroporto.

A intimação para demolição, expedida no início de junho, estabelece multa diária de R$ 2.000 pelo descumprimento da ordem, conforme consulta ao processo feita pela reportagem. Advogados e herdeiros procurados pela reportagem não retornaram retornado até a publicação deste texto.

Pronta desde 2007, a hospedaria idealizada para integrar o complexo criado por Maroni não chegou a funcionar comercialmente. Naquele mesmo ano, o estabelecimento foi interditado pela prefeitura. Dois anos depois, em 2009, a Justiça de São Paulo condenou Maroni a demolir parte do edifício.

À época, o Judiciário decidiu que a edificação de aproximadamente 15,8 mil metros quadrados recebeu acréscimo irregular de cerca de 255 metros quadrados de área.

Com a disputa judicial se arrastando por anos, o prédio ganhou pichações e aspecto degradado, enquanto quadras próximas passaram por um intenso processo de verticalização. A única construção irregular na rota dos aviões é o hotel vizinho ao Bahamas, segundo a prefeitura.

Procurado pela reportagem para comentar a situação do edifício, em 2023, Maroni disse que não iria demolir o imóvel porque a construção estaria adequada aos padrões exigidos pela Aeronáutica. Na ocasião, o órgão não confirmou nem negou a afirmação, mas destacou que entre os parâmetros do setor de aviação e os da prefeitura, deveriam prevalescer os mais restritivos.

Nesta terça, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) reafirmou que a ação de pedido de demolição está em fase de cumprimento de sentença, assim como já havia dito em 2023. Desta vez, porém, a administração acrescentou que, devido ao falecimento do réu, o município pediu a intimação do espólio de Maroni para o cumprimento da ordem de demolição.

Em pouco mais de três décadas, o Bahamas frequentou o noticiário por diversas vezes. Foi lacrado pela prefeitura, recebeu celebridades como Mike Tyson e teve seu alvará cassado. Ficou seis anos interditado, de 2007 a 2013.

Em 2011, Maroni foi preso e condenado em primeira instância -e depois inocentado- por favorecimento de prostituição e tráfico de mulheres.

Em 2018, prometeu distribuir 9.000 cervejas na frente do Bahamas se o presidente Lula (PT) fosse preso. Ao cumprir a promessa, provocou uma fila de motoboys que foram ao local para receber as latas das mãos do empresário.
Nos seus últimos anos, perdeu a memória devido ao Alzheimer, foi interditado judicialmente pela família e internado em uma casa de repouso no Jardim Europa, na zona oeste de São Paulo.

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Folhapress | 09:30 – 15/07/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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