O dólar renovou a mínima, a R$ 5,0729, no mercado à vista na manhã desta terça-feira (14), após os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos ficarem abaixo das previsões em junho, tanto no índice cheio quanto no núcleo.
Antes da divulgação do índice de preços ao consumidor, o CPI, a moeda americana já recuava diante do real, acompanhando o enfraquecimento do dólar no exterior e a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Após os números, os Treasuries ampliaram as perdas intradiárias, apesar das incertezas geopolíticas.
A valorização do petróleo e do minério de ferro, somada aos dados de exportações e importações da China acima das expectativas em junho, favorece os termos de troca do Brasil e sustenta o real.
O movimento também reflete a expectativa de redução de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto, para 14% ao ano. Os investidores acompanham ainda o depoimento do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, à Câmara dos Representantes, previsto para as 11h, além dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
No cenário doméstico, pesquisa Futura/Apex mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. Lula aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 46,1% de Flávio.
A percepção dos brasileiros sobre o mercado de trabalho também melhorou. Em junho, 25,3% dos trabalhadores consideraram fácil conseguir emprego, o maior nível do ano, ante 23,3% em maio.
Ao mesmo tempo, a parcela dos entrevistados que avaliam ser difícil encontrar trabalho caiu de 41,9% para 41%, o menor patamar de 2026.
No Oriente Médio, o Irã classificou como “hostil” e “provocativa” a decisão do Reino Unido de considerar a Guarda Revolucionária uma ameaça à segurança nacional. Segundo o governo iraniano, a medida viola o direito internacional e a soberania do país.
Em Nova York, na abertura da temporada de balanços, o JPMorgan registrou lucro líquido de US$ 21,2 bilhões no segundo trimestre, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Bank of America teve lucro de US$ 9,1 bilhões, avanço de 27%; o Goldman Sachs, de US$ 6,6 bilhões, alta de 78%; o Wells Fargo, de US$ 6,4 bilhões, crescimento de 16%; e o Citigroup, de US$ 5,8 bilhões.
Os resultados de JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e Wells Fargo superaram as expectativas do mercado.







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