Alibaba proibiu seus funcionários de usarem a ferramenta de programação Claude Code, da Anthropic, segundo uma fonte próxima à empresa ouvida pela Reuters.
A medida deve entrar em vigor em 10 de julho e teria sido tomada após a identificação de que uma versão do Claude Code era capaz de reconhecer, de forma discreta, usuários localizados na China. Com isso, o software foi classificado como de alto risco pela gigante chinesa, que orientou os funcionários a usarem sua própria ferramenta de programação.
Vale lembrar que a Anthropic já restringe o uso de seus modelos de inteligência artificial por empresas chinesas e tenta bloquear alternativas que permitam o acesso de desenvolvedores sediados na China às suas tecnologias.
Segundo o TechCrunch, uma versão do Claude Code estava disponível por meio de uma dessas alternativas, o que levou um engenheiro da Anthropic, Thariq Shihipar, a se manifestar sobre o caso em uma publicação na rede social X.
Shihipar explicou que a versão do Claude Code capaz de identificar usuários na China fazia parte de “um experimento lançado em março”, com o objetivo de evitar abusos cometidos por revendedores não autorizados.
Hi, this is an experiment we launched in March that was meant to prevent account abuse from unauthorized resellers and protect against distillation.
The team has landed stronger mitigations since then and we’ve actually been meaning to take this down for a while. We merged the…
— Thariq (@trq212) June 30, 2026
EUA suspendem restrições aos modelos mais potentes da Anthropic
Washington suspendeu as restrições que haviam obrigado a Anthropic a bloquear o acesso aos seus dois modelos mais avançados de inteligência artificial. A informação foi anunciada pela própria empresa norte-americana, que começou a restabelecer o acesso às ferramentas.
“Recebemos a notificação de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5”, afirmou a Anthropic na terça-feira, em publicação na rede social X. “Começaremos a restabelecer o acesso amanhã”, acrescentou.
Em 12 de junho, o governo dos Estados Unidos havia determinado, de forma abrupta, que a Anthropic bloqueasse o acesso aos dois modelos de ponta, alegando falhas nas medidas de segurança criadas para impedir o uso indevido das ferramentas em ciberataques.
A retirada forçada, considerada inédita por parte de um governo, provocou críticas em vários países e reacendeu o debate sobre a soberania digital de nações dependentes de tecnologias norte-americanas.
Após negociações intensas em Washington, sobre as quais poucos detalhes foram divulgados, o acesso ao Mythos 5 foi liberado na sexta-feira para um pequeno grupo de “ciberdefensores e operadores de infraestrutura”, mas apenas nos Estados Unidos.
Parceiros estrangeiros, incluindo agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuavam sem acesso nesta etapa. A Anthropic, que mantém uma relação turbulenta com a administração Trump, não esclareceu se a suspensão dos controles de exportação também permitirá a reintegração desses parceiros internacionais.
A decisão anunciada na terça-feira permite que o Fable 5 volte a ficar disponível a partir de hoje. O modelo é uma versão voltada ao público geral do Mythos, com restrições relacionadas à cibersegurança e a riscos de ataques biológicos e químicos.
A OpenAI, rival norte-americana da Anthropic, lançou na sexta-feira seu modelo mais potente até agora, o GPT-5.6, inicialmente com acesso limitado. Pela primeira vez, a empresa aceitou que o governo dos Estados Unidos valide, cliente por cliente, quais parceiros estão autorizados a utilizar a tecnologia.
Durante muito tempo contrária à regulamentação da inteligência artificial, sob o argumento de que regras poderiam prejudicar a inovação diante da concorrência com a China, a administração Trump mudou radicalmente de posição diante das capacidades dos modelos mais avançados.
As decisões recentes nessa área, tomadas em um cenário jurídico ainda pouco claro e controverso, indicam uma retomada do controle do governo norte-americano sobre uma tecnologia considerada estratégica.
Na terça-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou os modelos mais avançados de inteligência artificial a “armas nucleares digitais”, em uma rara manifestação pública em Washington.







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