(FOLHAPRESS) – O Governo de São Paulo planeja iniciar as obras de expansão da linha 6-laranja do metrô no próximo ano. Com mais 7 km, são previstas seis estações, duas na zona norte da capital paulista e outras quatro do centro ao bairro da Mooca, na zona leste.
A projeção foi feita nesta quinta-feira (2) pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante cerimônia de inauguração do primeiro trecho do ramal, com seis estações, entre a Freguesia do Ó, na zona norte, até Perdizes, na zona oeste.
Orçada inicialmente em R$ 10,3 bilhões, segundo Tarcísio, a expansão ainda depende da assinatura de aditivo no contrato com a Linha Uni, empresa que tem a empreiteira espanhola Acciona à frente, responsável pela construção e operação da linha 6, em uma PPP (parceria público-privada).
“A ideia é que se possa fazer isso [assinar o aditivo no contrato] no ano que vem e já iniciar a obra”, disse. Questionado sobre quando a expansão ficaria pronta, ele não quis responder. “Vamos pensar primeiro na conclusão dessa obra [dos cerca de 15 km iniciais da linha].”
A concessionária demonstrou interesse em tocar o prolongamento, tanto que não desmontou as duas tuneladoras que fizeram as escavações do trecho entre Brasilândia, na zona norte, e o centro, afirmou o governador.
A extensão será em dois trechos: um da região central à Mooca, com as estações Aclimação, Cambuci, Vila Monumento e São Carlos/Parque da Mooca; e outro na direção da zona norte, que contará com as paradas Morro Grande e Velha Campinas, caso a obra saia do papel.
A abertura ao público do trecho inaugurado da linha 6, que terá ainda as estações Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca e Sesc Pompeia, será nesta sexta-feira (3).
Até o fim do ano, o ramal funcionará em horário reduzido, das 10h à 15h. Apenas uma entrada das estações estará aberta durante a operação assistida. Não será cobrada passagem dos usuários nessa fase de testes.
Ao todo, a linha contará com 15 estações e vai ligar a Brasilândia, na zona norte, à Liberdade, na região central.
A primeira fase, com oito estações, estava prevista para abrir apenas em outubro. No entanto, a inauguração de seis delas foi antecipada para que o governador pudesse participar da cerimônia -a legislação eleitoral veta a participação de candidatos (ele busca a reeleição) em eventos como esse a partir de sábado (4).
Ainda em 2026 devem ser abertas as estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, ambas na Brasilândia. O resto da linha, entre as estações PUC-Cardoso de Almeida (zona oeste) e Liberdade (centro), está previsto para 2027.
A exceção é a estação 14 Bis-Saracura, na Bela Vista, região central, que ainda não tem previsão de ficar pronta. Devido a achados arqueológicos, as obras no local só foram liberadas recentemente pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
INTEGRAÇÃO DE ESTAÇÃO AINDA NÃO ESTÁ PRONTA
A Água Branca tem integração com a estação de mesmo nome da linha 7-rubi, do trem metropolitano.
Como o túnel entre as duas paradas não está pronto, o passageiro que chegar de metrô precisará sair da estação e acessar o outro prédio pelo lado externo, onde pagará tarifa para embarcar na rede ferroviária. E vice-versa.
Essa ligação só estará pronta quando a estação do trem metropolitano for reformulada -ela será a maior de São Paulo e vai abrigar várias linhas. Segundo Tarcísio, as obras devem começar ainda em 2026.
TREM PARA CAMPINAS PODE SER ANTECIPADO
No evento desta quinta-feira, tanto o governador quanto o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini disseram que a inauguração do TIC (Trem Intercidades), trem expresso entre São Paulo e Campinas, pode ser antecipada em um ano, para 2030 -assim como o túnel Santos-Guarujá.
O TIC é um dos ramais que vai ter ponto final na estação Água Branca quando ampliada.
Ainda sem a reforma, em janeiro de 2027, trens da linha 11-coral vão parar na estação para dar conta dos passageiros que chegarão da linha 6, quando o primeiro trecho estiver operacional em horário pleno.
“É fazer exercícios de engenharia. A gente fica o tempo todo na prancheta estudando como utilizar cada projeto. Se pode antecipar o cronograma, é lógico que vamos antecipar”, disse o governador, sobre o intercidades.
O ano de 2030 é eleitoral. “[Adiantar inaugurações] Por causa da eleição de 30? Não. É para ganhar tempo”, declarou.
Questionado pela reportagem sobre a possível antecipação do cronograma, Pedro Moro, presidente da TIC Trens, afirmou que o grande desafio da obra é entre São Paulo e Jundiaí, onde a densidade urbana é maior e há mais desapropriações, por exemplo.
O trecho entre Jundiaí e Campinas, segundo ele, estará pronto em 2029. As obras começaram recentemente. Os projetos do percurso entre São Paulo e Jundiaí estão em fase final de elaboração.







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