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OnlyFans vira vitrine de fama, fortuna e reinvenção para criadores de conteúdo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O OnlyFans deixou de ser apenas uma plataforma de conteúdo adulto para se tornar um espaço de empreendedorismo, fama e transformação pessoal para milhões de criadores ao redor do mundo.

É esse o retrato apresentado pela revista The New Yorker, que reuniu personagens de diferentes idades, profissões e trajetórias para mostrar como o serviço por assinatura redefiniu carreiras, ajudou pessoas a superar crises financeiras e ampliou o debate sobre os limites entre trabalho sexual, entretenimento e economia digital.

A reportagem relembra que o fenômeno teve um precursor ainda nos anos 1990. Em 1996, a universitária Jennifer Ringley criou a JenniCam, uma das primeiras transmissões contínuas da vida privada pela internet.

O projeto, que chegou a receber mais de 100 milhões de acessos semanais, antecipou um modelo que décadas depois seria consolidado pelo OnlyFans.

Lançada em 2016, a plataforma explodiu durante a pandemia de Covid-19, quando sua base de usuários saltou de menos de 14 milhões para 85 milhões em apenas um ano, impulsionada pelo isolamento social e pela busca de novas fontes de renda.

Entre os perfis retratados está Jasmine Sherni, ex-enfermeira de UTI da Louisiana, que afirma ter encontrado no OnlyFans uma forma de retomar o controle da própria vida após deixar um relacionamento abusivo.

“Finalmente eu tinha direitos sobre meu corpo e meu prazer. Eu queria explorar isso”, afirma. Hoje, ela define a plataforma como uma “jornada de autodescoberta”, na qual pôde abraçar diferentes aspectos de sua identidade, incluindo sua bissexualidade e seus interesses dentro da sexualidade.

Outro caso destacado é o de Alexis XJ, do estado de Michigan. Ela estudava para se tornar soldadora quando recebeu o diagnóstico de câncer metastático na coluna. Para custear o tratamento, criou uma conta no OnlyFans e arrecadou US$ 600 já no primeiro dia.

Atualmente, segundo a reportagem, fatura cerca de US$ 500 mil por ano publicando vídeos em que aparece de biquíni consertando carros. Ela conta que uma das transmissões mais lucrativas consistiu apenas na leitura de um livro de mecânica de motores a diesel, que lhe rendeu US$ 25 mil em gorjetas.

A reportagem também mostra que a plataforma passou a reunir perfis bastante distintos. O ator aspirante Evan Lamicella vê seu trabalho como uma forma de ampliar a representatividade de homens asiáticos considerados símbolos sexuais na cultura pop.

Já Anna Malygon, influenciadora ucraniana radicada em Los Angeles, afirma usar parte da renda obtida no site para financiar doações e comprar drones destinados ao Exército da Ucrânia. “Quando contei para minha mãe, ela disse: ‘A coisa mais importante do mundo é dinheiro. Pare de se importar com o que os outros dizem'”, relata.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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