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Magnitude da calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, diz Copom na ata

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira (23) que o ritmo de redução da taxa Selic continuará sendo definido de acordo com a evolução do cenário econômico, com o objetivo de garantir a convergência da inflação para a meta. A avaliação consta na ata da reunião de junho, divulgada pelo Banco Central.

Na última quarta-feira (17), o colegiado decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da Selic, que já acumula queda de 0,75 ponto percentual desde março, quando o Banco Central iniciou um processo gradual de flexibilização da política monetária.

Segundo o Copom, o cenário segue marcado por um nível elevado de incerteza, especialmente em razão dos conflitos no Oriente Médio e de seus possíveis impactos sobre a inflação, os preços das commodities e a atividade econômica global.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, afirma a ata.

O colegiado também destacou que a redução da Selic para 14,25% é compatível com a estratégia de trazer a inflação de volta para níveis próximos da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Antes do início dos cortes, a Selic permaneceu em 15% ao ano durante dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026, o maior patamar em quase duas décadas.

Projeções para a inflação

O Copom manteve as projeções apresentadas no comunicado divulgado após a reunião. Para 2026, a estimativa é de inflação de 5,2%, acima do teto da meta, que é de 4,5%.

Para 2027, horizonte atualmente considerado mais relevante para a política monetária, a projeção é de alta de 3,7% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também acima do centro da meta, de 3%.

Nas estimativas do Banco Central, os preços livres devem avançar 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Já os preços administrados devem registrar altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

As projeções consideram as expectativas do mercado reunidas no Relatório Focus de 15 de junho, além da manutenção da bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

Também fazem parte do cenário de referência uma taxa de câmbio inicial de R$ 5,10 por dólar e uma trajetória para os preços do petróleo baseada na curva futura dos mercados internacionais pelos próximos seis meses, seguida de crescimento anual de 2%.

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Estadao Conteudo | 08:00 – 23/06/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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