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Minha verdade sempre foi mais importante, diz Pedro Sampaio sobre bissexualidade

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em meio a uma das fases em que sua agenda internacional anda mais movimentada, Pedro Sampaio, 28, afirma que ter assumido sua orientação sexual foi a melhor coisa que poderia ter feito e que não teve qualquer receio sobre os impactos que isso poderia causar em sua trajetória profissional.

No Mês do Orgulho LGBTQIA+, o cantor e DJ, que já falou publicamente sobre sua bissexualidade, diz acreditar que a autenticidade foi determinante para “A gente vive em uma sociedade que ainda carrega muitos preconceitos, mas minha verdade sempre foi mais importante”, afirma ao F5. “Acredito que ser quem eu sou cria conexões muito mais fortes do que qualquer outra coisa”, emenda.

Segundo ele, o apoio recebido da família, do público e de parceiros de trabalho foi essencial nesse processo. Embora reconheça que artistas LGBTQIA+ ainda enfrentem preconceito, especialmente nas redes sociais, Pedro vê avanços na indústria musical.

“Hoje existe mais espaço para diálogo, mais representatividade e mais artistas ocupando lugares de destaque sem abrir mão da essência”, analisa.

Para jovens que ainda encontram dificuldades para viver sua sexualidade de forma aberta, ele deixa um conselho: “Cada pessoa tem o seu tempo e a sua realidade, mas eu diria para nunca perderem de vista quem vocês são.”

As declarações chegam em um momento especialmente positivo para o artista. Após realizar apresentações esgotadas nos Estados Unidos, Pedro prepara-se para uma extensa agenda internacional, com cerca de 30 datas pela Europa.

Para ele, o crescimento fora do Brasil aconteceu de maneira gradual. “Eu vejo isso como uma construção que ainda está sendo feita. Fiz turnês bem menores pelos Estados Unidos e Europa nos últimos anos, sentindo o terreno, antes de embarcar nessa mega agenda”, comenta.

O cantor acredita que a expansão internacional de sua carreira reflete também o novo olhar do mercado para a música brasileira, especialmente para o funk. “O mercado global passou a entender melhor a força da música produzida no Brasil. Mas nós, artistas brasileiros, também fizemos a nossa parte e aprendemos a ocupar esses espaços com mais estratégia e confiança”, avalia.

Para o DJ, nascido no Rio de Janeiro, o diferencial do gênero está na autenticidade. “O funk tem identidade própria, tem uma estética única, nasceu nas periferias e representa uma cultura muito rica. Durante muito tempo, existia uma preocupação em adaptar demais a nossa música para dialogar com o exterior, mas hoje percebo o contrário: quanto mais autêntico você é, mais interesse desperta.”

Um dos pontos altos dessa nova fase será sua apresentação no Rock in Rio Lisboa, neste mês de junho. Após estrear no festival português em 2024, o artista agora sobe ao Palco Mundo diante de uma plateia estimada em cerca de 100 mil pessoas.

Além de um novo palco e do balé completo, o público europeu terá contato, pela primeira vez ao vivo, com músicas como “Jetski” e “Sequência Feiticeira”. “Estou muito animado para isso e também para algumas surpresas”, adianta.

Depois da temporada europeia, Pedro seguirá com apresentações no Brasil, Argentina e Chile. Sem esconder o entusiasmo com os rumos da carreira, ele diz que ainda há muito a conquistar. “Sinto que estou no caminho certo e é isso que faz meus olhos brilharem: levar minha música para novos lugares, conquistar novos públicos e estar sempre me desafiando artisticamente”, explica.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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