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CR7 bloqueia Wi-Fi e 5G para dormir melhor. Será que funciona?

Que o uso de telas antes de ir dormir não é aconselhável para ter uma boa noite de sono já é do conhecimento geral, mas será que é necessário desligar também o Wi-Fi e o 5G para ter um descanso reparador?

Segundo relatos, citados pelo site Tech Tudo, Cristiano Ronaldo não arrisca. Todas as noites, além de evitar usar celular e deixar o aparelho fora do quarto, o jogador da seleção portuguesa bloqueia o sinal Wi-Fi e desliga o 5G porque acredita que só assim consegue entrar no sono profundo.

Mas será que é necessário fazer o que o atual atacante do Al-Nassr, da Arábia Saudita, faz para conseguir uma noite de sono em pleno?

Especialistas em sono garantiram à publicação que não existem evidências científicas de que os sinais de rede, por si só, atrapalhem o sono.

Até o momento, os estudos mostram que não existem provas de que a exposição crônica aos sinais de Wi-Fi ou às torres 5G prejudiquem o sono humano, desde que os aparelhos sigam as normas vigentes.

“Embora alguns trabalhos isolados tenham sugerido pequenas alterações em parâmetros eletroencefalográficos, esses achados não foram reproduzidos de forma consistente e não demonstraram impacto clínico significativo sobre o descanso, o desempenho cognitivo ou a saúde”, evidenciou Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor da Universidade de São Paulo, no Brasil.

O especialista lembra que o cérebro é sensível a estímulos ambientais, mas a intensidade energética emitida por aparelhos domésticos e antenas de telecomunicações é considerada baixa e incapaz de gerar alterações biológicas relevantes nos tecidos cerebrais pelos mecanismos atualmente conhecidos.

Por isso, entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e sociedades de medicina do sono afirmam que não há evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre Wi-Fi ou 5G e distúrbios do sono.

No entanto, a utilização de celulares e outros aparelhos eletrônicos no período que antecede o sono pode prejudicar o descanso. “O prejuízo não decorre do sinal de rede, mas sim da luz azul das telas, do estímulo cognitivo ou do acesso constante a conteúdos e redes sociais”, realçou, por sua vez, Marco Túlio de Mello, membro do Núcleo do Desporto da Academia Brasileira do Sono (ABS).

Desta forma, em muitos casos, basta simplesmente reduzir o uso dos aparelhos eletrónicos antes de dormir ou desligá-los para melhorar a qualidade do sono.

“Quando a pessoa desliga o Wi-Fi, ela tende a parar de utilizar redes sociais, assistir a vídeos ou responder mensagens pouco antes de dormir. Nesse contexto, o benefício está muito mais ligado à redução dos estímulos cognitivos e comportamentais do que à ausência do sinal sem fio”, acrescentou Jefferson Rodrigues, pós-graduado em Distúrbios do Sono e vice-presidente da Academia Brasileira do Sono.

Em resumo, do ponto de vista científico, não há evidências sólidas que indiquem que desligar o Wi-Fi durante a madrugada melhore a qualidade do sono da maioria das pessoas. No entanto, essa prática pode ser recomendada como forma de promover uma desconexão digital e melhorar a qualidade do descanso.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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