PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria estadual de Saúde de São Paulo divulgou neste sábado (30) que investiga um caso suspeito de doença pelo vírus ebola na capital paulista.
Trata-se de um homem de 37 anos, procedente da República Democrática do Congo -onde há transmissão da doença-, e que viajou recentemente ao país africano. Ele apresentou febre, principal sinal de alerta da doença.
A definição de caso suspeito envolve febre e histórico, nos últimos 21 dias, de procedência ou residência em área com transmissão da doença, além do contato com sangue e fluidos corporais de caso suspeito ou confirmado.
O paciente está isolado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, conforme os protocolos de biossegurança previstos. Até o momento, não há confirmação laboratorial de infecção pelo vírus ebola.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul é muito baixo. Não há registro de transmissão interna na região e também não há voos diretos entre o continente e o terrirório afetado pela doença.
Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.
A doença pelo ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, evolui para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.
A transmissão do vírus não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.
Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a espécie Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.
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