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“Montanha-russa”: Artemis II explica viagem à Lua a público curioso

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que participaram da missão Artemis II, estiveram no programa CBS Mornings, na última sexta-feira, onde contaram como foi a viagem à Lua e as emoções que viveram.

Diante de uma plateia formada por crianças e jovens, Jeremy Hansen descreveu o retorno à Terra como “a melhor montanha-russa em que já esteve”.

“A primeira coisa que você vê é como um plasma, as cores começam a aparecer. Uma bola de fogo se forma do lado de fora das janelas. Era vermelha e estava caindo. Depois ficou azul e verde. Era como se alguém estivesse soldando, soltando faíscas”, contou no especial “Artemis II: Uma Celebração de Heróis”.

“É tudo muito emocionante”, completou.

Já Christina Koch afirmou que a experiência foi “fenomenal”. “Fui tomada por uma euforia imensa”, disse.

Os quatro astronautas partiram no dia 1º de abril, da Flórida, e viajaram mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles. O retorno aconteceu em 10 de abril, após dez dias de missão.

Durante o programa, eles conheceram Jack, um menino de cinco anos que sonha em ser astronauta e viralizou por sua empolgação ao assistir ao lançamento da cápsula Orion. Ele recebeu de presente um traje de astronauta semelhante ao usado na missão.

Na conversa, os astronautas também compartilharam momentos curiosos, como o dia em que a cápsula pousou no Oceano Pacífico. Enquanto aguardavam o resgate, dividiram M&Ms.

“Quando pousamos, caímos no Oceano Pacífico e, enquanto esperávamos a equipe de resgate abrir a cápsula, a Christina tirou M&Ms do bolso e perguntou: ‘Tenho alguns, vocês querem?’”, contou Wiseman.

“E lá ficamos nós, encostados, recém-chegados, comendo M&Ms. Estávamos felizes”, completou.

Um estudante de 18 anos perguntou qual foi a coisa de que mais sentiram falta em relação à gravidade. Hansen respondeu que não sentiu falta de nada: “Se tiver a chance de experimentar a microgravidade, não perca. É muito divertido”, disse, embora tenha admitido que tarefas simples, como ir ao banheiro, ficam mais difíceis.

Em outro momento, Christina Koch falou sobre a readaptação à gravidade. “O corpo precisa de tempo para se acostumar novamente. É preciso reaprender a andar e recuperar o equilíbrio”, explicou.

Questionado sobre a decisão mais difícil da missão, Wiseman lembrou de um momento de tensão, quando a tripulação foi acordada por um alarme indicando possível vazamento de combustível.

“Era a primeira vez que humanos pilotavam aquela nave. Estávamos testando tudo e não sabíamos que também estávamos testando o sistema de alerta. Estávamos dormindo, flutuando nos sacos de dormir, quando vi o monitor e pensei: ‘Acho que é um aviso grave’. Isso chamou a atenção de todos”, relatou.

Sobre trabalho em equipe, Christina Koch destacou que os verdadeiros heróis não eram apenas os astronautas, mas também as equipes em terra que trabalharam por anos para tornar a missão possível.

Os quatro fizeram história ao superar o recorde de distância da Apollo 13, que era de 400.171 quilômetros. A nova marca foi estabelecida a 406.777 quilômetros da Terra.

A NASA prevê uma nova missão para 2027 que não chegará à Lua, antes de enviar astronautas à superfície lunar em 2028, na quarta missão Artemis — possivelmente antes da China, que planeja levar seus astronautas ao satélite natural em 2030.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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