SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O lançamento da autobiografia de Suzana Alves trouxe à tona bastidores pouco conhecidos da televisão dos anos 1990. No livro “Por Trás da Máscara”, a ex-intérprete da Tiazinha revisita o período em que dividia espaço -e atenção do público- com a Feiticeira, vivida por Joana Prado.
Um dos trechos que mais chamou atenção envolve justamente a chegada da nova personagem ao extinto Programa H. Segundo Suzana, a introdução da Feiticeira aconteceu sem qualquer aviso prévio, o que a deixou profundamente abalada.
“Eu estava no auge e não sabia de nada. Descobri no dia, quando ela entrou pronta no palco. Me senti traída”, afirma.
A atriz faz questão de separar os sentimentos em relação à colega de trabalho. De acordo com ela, o incômodo nunca foi direcionado a Joana, mas sim à forma como tudo foi conduzido nos bastidores. “Não tem a ver com ela. Existia um contrato de sigilo, ela não podia falar”, explica.
Na época, as duas já haviam convivido antes, quando Joana ainda atuava como assistente de palco. Suzana diz que a relação era cordial, mas que a dinâmica mudou com a criação da nova personagem -especialmente pela falta de transparência da produção.
Outro ponto abordado na biografia é a autoria das personagens. Suzana afirma que a Tiazinha não foi criada por Luciano Huck, enquanto a Feiticeira, segundo ela, surgiu diretamente de uma estratégia do apresentador. “Acho que eu merecia ter sido avisada. A gente era uma equipe”, diz.
Apesar do impacto inicial, a atriz relembra que a reação foi mais emocional do que explosiva. “Eu nunca surtei, só chorei. Era muito nova, fiquei magoada porque todo mundo sabia, menos eu”, conta.
O tempo, no entanto, mudou a relação entre as duas. Suzana revela que o reencontro aconteceu anos depois, durante a participação no reality Casa dos Artistas, quando tiveram a oportunidade de conviver mais de perto e esclarecer mal-entendidos.
“Antes mesmo de a gente se conhecer de verdade, já existia um muro. Depois, a gente conversou e tudo mudou”, relembra.
Hoje, segundo ela, a relação com Joana é tranquila e marcada por respeito. A aproximação recente, inclusive, trouxe novas descobertas. Suzana conta que, ao convidar a colega para contribuir com um depoimento no livro, percebeu que Joana nem sabia que ela havia sido mantida no escuro na época.
“Ela ficou emocionada quando soube. Foi uma conversa muito sincera”, diz.
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