O intestino desempenha um papel essencial no funcionamento do organismo e, por isso, é frequentemente chamado de “segundo cérebro”. Além de participar diretamente da digestão, ele é responsável pela absorção de nutrientes e tem forte influência sobre o sistema imunológico.
O cardiologista e médico do esporte Carlos Eduardo Portela explica que o órgão vai muito além da digestão. “O intestino é um dos maiores órgãos do corpo e responde por cerca de 80% da nossa imunidade. Ele concentra grande parte das células de defesa, funcionando como uma barreira contra agentes externos”, afirma.
Quando há inflamação intestinal, os impactos não ficam restritos ao sistema digestivo. A médica Poliane Cardoso destaca alguns sinais de alerta que podem indicar que algo não vai bem:
Inchaço abdominal
Queda excessiva de cabelo
Ansiedade
Vontade frequente de consumir doces
Intestino preso ou funcionamento irregular
Além dos sintomas físicos, o intestino inflamado também pode afetar o equilíbrio emocional, já que existe uma conexão direta entre o sistema digestivo e o cérebro.
O estresse é um dos principais fatores que contribuem para esse quadro, pois aumenta a produção de cortisol, hormônio ligado à inflamação. “O consumo excessivo de açúcar, glúten e leite de vaca também pode favorecer processos inflamatórios e prejudicar a saúde intestinal”, alerta a especialista.
No curto prazo, a inflamação pode causar cansaço, falta de energia, sonolência, retenção de líquidos e ganho de peso. Com o passar do tempo, o problema pode aumentar o risco de doenças autoimunes.
Para prevenir e controlar a inflamação, alguns hábitos são fundamentais. A prática regular de atividade física e a boa hidratação estão entre as principais recomendações. A alimentação também tem papel decisivo nesse processo.
De acordo com a Unilabs, durante crises inflamatórias, alimentos ricos em fibras podem piorar os sintomas e devem ser consumidos com orientação médica.
Nesses casos, a recomendação é priorizar alimentos mais leves e de fácil digestão, como:
Carnes magras, incluindo frango sem pele, peru e cortes bovinos magros
Peixes magros, como pescada, bacalhau, dourada e robalo
Pão branco torrado ou biscoitos simples
Geleias, mel e compotas
Frutas cozidas, assadas ou em calda, com exceção do abacaxi
Chás suaves, como erva-cidreira e tília
Arroz, massas, batata e gelatina
Por outro lado, alguns alimentos devem ser evitados durante a inflamação intestinal, entre eles:
Peixes gordurosos, como salmão e sardinha
Leite integral, creme de leite, queijos e sorvetes
Carnes gordurosas, embutidos e defumados
Oleaginosas, como nozes e castanhas
Frutas e vegetais crus
Frutos do mar
Gorduras como banha e toucinho
Bebidas como café e chá preto
Manter uma rotina equilibrada, com alimentação adequada e controle do estresse, é essencial para preservar a saúde intestinal e o bom funcionamento do organismo como um todo.






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