Trump garante: “Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto”
O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o “próximo” em sua lista, depois do Irã.
A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimentos em Miami, onde ele também elogiou amplamente as Forças Armadas dos EUA, especialmente por ações recentes na Venezuela e no Irã.
“Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Vocês nunca vão precisar usá-lo’. Mas às vezes temos que usar. E Cuba é a próxima, aliás. Mas finjam que eu não disse isso, por favor. Finjam que eu não disse”, afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.
“Por favor, por favor, por favor, mídia, ignorem essa declaração”, disse em tom aparentemente irônico. “Muito obrigado. Cuba é a próxima”, concluiu.
Pode ver este momento abaixo:
Trump: CUBA IS NEXT!
“Cuba is next, by the way. But pretend I didn’t say that please. Cuba is next.” pic.twitter.com/SJ1Bz21Uzc
— Mr Producer (@RichSementa) March 27, 2026
A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade. Trump já afirmou diversas vezes que acredita que a atual administração cubana está à beira do colapso, em meio a uma grave crise econômica no país.
O plano dos Estados Unidos para Cuba ainda não foi detalhado. Até agora, Trump apenas sugeriu que poderia haver uma tomada de controle do país — que pode ou não ser “amigável”.
“O governo cubano está conversando conosco e está em uma situação muito difícil”, disse Trump na Casa Branca em 27 de fevereiro. “Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba”, afirmou.
A tensão entre os dois países aumentou após um incidente em 25 de fevereiro, quando a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha registrada nos Estados Unidos, que não teria obedecido a uma ordem de parada em águas cubanas.
Desde então, Trump vem reforçando que Cuba “vai cair muito em breve”, alegando que Havana demonstra grande interesse em fechar um acordo com os Estados Unidos.
“Cuba está em seus últimos momentos como é hoje; terá uma nova vida grandiosa, mas está em seus últimos momentos como é agora”, declarou em outra ocasião.
Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou o tema, afirmando que “talvez agora seja o momento” para uma mudança no regime cubano.
“Precisamos mudar o sistema que governa o país e seu modelo econômico. Esse é o único caminho se as pessoas quiserem um futuro melhor. Temos dito isso de forma clara e repetida há muitos anos”, declarou Rubio após uma reunião com ministros do G7, nos arredores de Paris.
As repetidas ameaças dos EUA levaram Cuba a adotar medidas preventivas. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as forças armadas cubanas estão se preparando para um possível ataque.
“Nossas forças armadas estão sempre prontas e, de fato, nestes dias estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar”, disse em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News.
A declaração não surpreende, já que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia denunciado que os Estados Unidos “ameaçam publicamente Cuba quase todos os dias com a derrubada à força da ordem constitucional”.
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