
Como Ancelotti se encaixa no plano de marketing da CBF em ano de Copa

(UOL/FOLHAPRESS) – A proximidade da Copa do Mundo leva a imagem do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, para além dos gramados e chega também aos espaços publicitários.
O italiano já estrelou dois comerciais, ambos de parceiros da CBF, em um movimento que já serve como aquecimento para o período do Mundial e tem envolvimento da entidade.
No Carnaval, Ancelotti vai participar de uma ativação da Brahma com Ronaldo Fenômeno – a Ambev está na seleção via Guaraná Antarctica. Mais recentemente, o Mister deu voz ao anúncio da Volkswagen como patrocinadora da seleção brasileira.
É comum que os técnicos da seleção também virem garotos-propaganda em anos de Copa. No caso de Ancelotti, essa intermediação não é um movimento individual, isolado da CBF.
“É uma construção em conjunto. Todos os patrocínios que ele está fazendo são patrocinadores da seleção. Existe um combo, sim, de interesses, de entendimentos. Ele se identifica com as marcas que estão falando e ele se identifica com o Brasil. Tudo o que fale de brasilidade, marcas que queiram usar a marca dele, que dê estrutura e credibilidade, ele está disposto. Vão ser poucas marcas. O objetivo ao fim do dia é ganhar uma Copa do Mundo”, disse ao UOL Bernardo Bessa, diretor de marketing de seleções.
Nessa construção em conjunto, a CBF tenta usar Ancelotti com certa parcimônia, para não dar a impressão de que o foco está mais no lado midiático do que no esportivo.
“Ancelotti é o técnico da seleção brasileira. É uma figura pública, algumas marcas querem se vincular a ele. Mas não são todas. Até porque o foco do Ancelotti é ganhar a Copa em 2026”, reforçou o executivo da entidade.
O mascote Canarinho é outro aliado nas ações de marketing. A previsão é que ele trabalhe bastante, como já fez com a Volks, que trouxe para o portfólio dos veículos a cor amarelo canário. Ela vai ser usada na nova Tukan.
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A CBF passa por um processo de reaproximação às marcas, uma onda que também é característica de anos de Copa.
Recentemente, anunciou Ifood, Volkswagen e Uber como patrocinadores. As duas últimas neste mês de fevereiro, em contratos com duração de dois anos. Ou seja, o foco está na Copa do Mundo masculina, mas também na feminina, em 2027.
Atualmente, o backdrop da seleção tem ao todo oito patrocinadores.
“A gente espera chegar à Copa do Mundo com 11, 12 patrocinadores, todos da primeira prateleira do mercado brasileiro”, apontou Bernardo Bessa.
A atuação publicitária da CBF, reforçada pela presença de Ancelotti, é mais uma tentativa de reaproximação com o torcedor.
Há certos traumas do passado, catapultados pelo resultado de campo em Copas do Mundo a partir de 2006. Até por isso a CBF separou o departamento de marketing, deixando uma diretoria específica para cuidar de seleções e outra de competições.
“A gente fez um estudo muito grande. Houve um grupo de trabalho para atacar os problemas. Conseguimos enxergar quais foram as grandes dores do futebol brasileiro em relação à seleção. Tivemos problema em 2006. Em 2010, a seleção se fecha por demais. Em 2014, foi o 7 a 1. A gente está tratando isso. O mais importante é que a relação entre as marcas não pode ser construída única e exclusivamente pelo resultado dentro de campo”, completou Bernardo Bessa.
A equipe de marketing da CBF viajou na semana passada aos Estados Unidos, passando pelas cidades onde a seleção vai jogar na primeira fase e também pela região de Nova Jersey, que será a base do Brasil. A ideia é verificar in loco quais ativações serão possíveis para o período da Copa e posteriormente pedir autorização da Fifa para realizá-las.
O Flamengo sofreu dois gols numa mesma partida contra Fluminense (Carioca), São Paulo (Brasileiro) e Corinthians (Supercopa), e em todos saiu derrotado de campo. O time ainda foi vazado por Internacional (Brasileiro), Sampaio Corrêa (Carioca) e Vitória (Brasileiro
Folhapress | 13:20 – 12/02/2026















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